segunda-feira, 25 de maio de 2020

Exame de Dias Toffoli para covid-19 tem resultado negativo ("Congresso Em Foco")

Exame de Dias Toffoli para covid-19 tem resultado negativo

O teste para detectar uma possível infecção pelo novo coronavírus realizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, deu resultado negativo.
De acordo com uma nota publicada pela assessoria do Supremo, no domingo (24), o ministro passou por uma cirurgia no último sábado (23) e após o procedimento "apresentou sinais respiratórios que sugeriram infecção pelo novo coronavírus" e, por isso, continuou internado. Conforme informações da assessoria, o ministro "está bem e respira normalmente, sem ajuda de aparelhos". Na quarta-feira (20), Toffoli já havia realizado um outro exame que também teve diagnóstico negativo para a doença.
O ministro está de licença médica por pelo menos sete dias e durante este período o vice-presidente do STF ministro Luiz Fux, assumirá a presidência.
Confira a íntegra da nota divulgada pelo STF
“O Senhor Ministro Dias Toffoli foi hospitalizado no sábado, 23, para drenagem de um pequeno abscesso. A cirurgia transcorreu bem e na noite do mesmo dia, o Ministro apresentou sinais respiratórios que sugeriram infecção pelo novo coronavírus, devendo permanecer internado para monitorização. No momento, o Ministro está bem e respira normalmente, sem ajuda de aparelhos.
Na última quarta-feira, 20, o Ministro foi submetido a teste diagnóstico para o novo coronavírus, que foi negativo.”
Marco Polo Dias Freitas
Secretário de Saúde do Supremo Tribunal Federal."
*Com informações da Agência Brasil

Bolsonaristas ameaçam jornalistas: “Tá trabalhando por quê? Lixo!” ("VIOMUNDO")

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Bolsonaristas ameaçam jornalistas: “Tá trabalhando por quê? Lixo!”

Um grupo de bolsonaristas atacou jornalistas que estavam em frente ao Ministério da Defesa, onde o presidente Jair Bolsonaro almoçava com com o ministro General Fernando Azevedo e Silva. Um dos homens ficou centímetros do rosto dos jornalistas e, sem máscara, gritou e hostilizou os repórteres. "Vai tomar no seu cú, cuzão. Vai se foder, filho duma puta. A gente tá aqui pela sua família, o cuzão, a gente tá aqui pela sua família. A gente tá aqui pela sua família, o cuzão. A gente tá aqui pela sua família, o seu bosta. Você tá fazendo o que aqui? Tá trabalhando por quê? Lixo!", disse um o militante do bolsonarismo a um dos repórteres.
Nesse momento, os manifestantes avançaram em direção aos jornalistas que ali estavam, e gritaram chamando de "comunistas", "vocês querem o dinheiro do governo", "divulga a verdade", foram algumas das palavras de ordens dos militantes.
Os ataques dos apoiadores estão ficando cada vez mais violentos e seguem a mesma linha ditada pelo presidente da República.
De manhã, uma cena semelhante já havia acontecido em frente ao Palácio do Alvorada. Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro passaram a hostilizar os jornalistas após o chefe do Executivo falar: “O dia que vocês tiverem compromisso com a verdade eu falo com vocês de novo, está ok?”.
Segundo informações do site Poder 360, seguranças do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que é comandado pelo General Augusto Heleno, autoridade que, assim como Bolsonaro, com frequência ataque a imprensa nas redes sociais, demoraram cinco minutos para dispersar o grupo.
Os jornalistas que lá estavam foram embora juntos, sob xingamentos. Porém, pela manhã, os manifestantes foram contidos por uma grade, que impediu que chegassem tão perto dos repórteres.
Rotina
Nas últimas semanas, os ataques à imprensa têm sido frequentes. Jornalistas estão sendo hostilizados e, em alguns casos, sofrendo agressões físicas por parte de bolsonaristas.
No dia 2 de maio, em Curitiba, o repórter cinematográfico da RICTV, filiada da Record no Paraná,  Robson Silva, foi alvo de agressão física durante cobertura do depoimento do ex-juiz Sergio Moro na Polícia Federal, e quase teve o equipamento danificado.
No último dia 3, o repórter fotográfico Dida Sampaio e o motorista Marcos Pereira, do jornal O Estado de S. Paulo, foram agredidos fisicamente numa manifestação em apoio ao presidente. O repórter Nivaldo Carboni, do site Poder 360, levou um chute. O fotógrafo Orlando Britto também foi empurrado. Outros profissionais foram hostilizados por bolsonaristas.
No último dia 5 o presidente Jair Bolsonaro mandou jornalistas que o entrevistavam calarem a boca.
No dia 14, muros em Belo Horizonte amanheceram pichados com apologia ao assassinato de jornalistas e atentados contra a imprensa. "Jornalista bom é jornalista morto", era uma das mensagens nos tapumes na Avenida Alfredo Balena. “Colabore com a limpeza do Brasil, mate um jornalista, um artista, comunista por dia”, dizia outra.
No dia 17, uma apoiadora do presidente bateu com o mastro de uma bandeira na cabeça de uma repórter da Band.
No dia 20,o cinegrafista Robson Panzera, da TV Integração, afiliada da Rede Globo em Barbacena (MG), foi agredido por um militante que gritava palavras de ordem contra a emissora. O profissional teve sua mão quebrada ao ser atingido pelo tripé da câmera.
Entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) acusaram o presidente de incitar esse tipo de comportamento contra a imprensa.  "É o próprio presidente e seus ministros que incentivam as agressões contra a imprensa e seus profissionais”, disse a ABI por meio de nota.
Segundo o presidente da Casa do Jornalista de BH, de 2018 pra cá, aumentaram os ataques aos profissionais de imprensa, em especial, os virtuais. "Sempre acontece algum tipo de ataques na internet, crimes virtuais e cibernéticos a gente recebe denúncias há algum tempo", afirmou.
Kerinson conta que durante a ditadura militar esse tipo de ataque contra a instituição eram frequentes. Na época, duas bombas chegaram a ser jogadas contra a sede da instituição.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) afirma que em 2019 a mídia profissional sofreu 11 mil ataques por dia via redes sociais. A média é de sete agressões por minuto. Os dados estão no relatório anual sobre Violações à Liberdade de Expressão.
De acordo com monitoramento realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj),"somente no ano de 2020 Bolsonaro proferiu 179 ataques à imprensa, sendo 28 ocorrências de agressões diretas a jornalistas, duas ocorrências direcionadas à Fenaj e 149 tentativas de descredibilização da imprensa".
O órgão aponta que somente no mês de abril de 2020, foram 38 ocorrências, sendo seis ataques a jornalistas e 32 casos de descredibilização da imprensa.

Bolsonaro, retratado no Financial Times: “Muito mais estúpido” que Trump ("VIOMUNDO")

Bolsonaro, retratado no Financial Times: “Muito mais estúpido” que Trump
Alan Santos/PR
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Bolsonaro, retratado no Financial Times: “Muito mais estúpido” que Trump


25/05/2020 - 15h27

O populismo de Jair Bolsonaro está levando o Brasil ao desastre
Em uma visita ao Brasil no ano passado, conversei com uma importante financista sobre os paralelos entre Donald Trump e Jair Bolsonaro.
“Eles são muito parecidos”, disse ela, antes de acrescentar: “Mas Bolsonaro é muito mais estúpido.”
Essa resposta me surpreendeu, pois o presidente dos EUA geralmente não é considerado um intelecto imponente.
Mas minha amiga banqueira foi insistente. “Olha”, disse ela. “Trump administrou um grande negócio. Bolsonaro nunca foi além de capitão do exército.”
A pandemia de coronavírus me lembrou dessa observação.
O presidente do Brasil adotou uma abordagem surpreendentemente semelhante à de Trump — mas ainda mais irresponsável e perigosa.
Ambos os líderes ficaram obcecados com as propriedades supostamente curativas da droga antimalárica hidroxicloroquina.
Mas enquanto Trump está apenas tomando o remédio, Bolsonaro forçou o Ministério da Saúde brasileiro a emitir novas diretrizes, recomendando o medicamento para pacientes com coronavírus.
O presidente dos EUA brigou com seus consultores científicos. Mas Bolsonaro demitiu um ministro da saúde e provocou a demissão de seu substituto.
Trump manifestou simpatia pelos manifestantes anti-bloqueio; Bolsonaro particiou de seus comícios.
Infelizmente, o Brasil já está pagando um preço alto pelas palhaçadas de seu presidente — e as coisas estão piorando rapidamente.
O coronavírus atingiu o Brasil relativamente tarde. Mas o país tem a segunda maior taxa de infecção do mundo e a sexta maior taxa de mortes por Covid-19.
O número de mortes no Brasil, responsável por aproximadamente metade da população da América Latina, agora está dobrando a cada duas semanas, em comparação com a cada dois meses no Reino Unido.
A composição econômica e social do Brasil significa que o país será severamente atingido à medida que a pandemia se acelera.
O sistema hospitalar em São Paulo, a maior cidade do Brasil, já está perto do colapso.
Com grande parte da população vivendo em condições precárias e sem poupança, o desemprego em massa pode levar à fome e desespero nos próximos meses.
Mas, é justo culpar Bolsonaro? O presidente, que assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2019, obviamente não é responsável pelo vírus — nem pela pobreza e precariedade que tornam a Covid-19 uma ameaça ao país.
Ele também não foi capaz de impedir que muitos governadores e prefeitos do Brasil imponham bloqueios em suas regiões.
Mas incentivando seus seguidores a desrespeitar os bloqueios e minando seus próprios ministros, Bolsonaro é responsável pela resposta caótica que permitiu que a pandemia saisse do controle.
Como resultado, os danos à saúde e à economia sofridos pelo Brasil provavelmente serão mais severos e mais profundos do que deveriam ter sido.
Outros países que enfrentam condições sociais ainda mais difíceis, como a África do Sul, tiveram uma resposta muito mais disciplinada e eficaz.
Se a vida fosse um conto de moralidade, as travessuras de coronavírus de Bolsonaro levariam o Brasil a se voltar contra seu presidente populista. Mas a realidade pode não ser tão simples.
Não há dúvida de que Bolsonaro está com problemas políticos. Seus índices de popularidade caíram e agora estão abaixo de 30%; cerca de 50% da população desaprova seu comportamento na crise.
O apoio que ele desfrutou dos conservadores tradicionais — que estavam desesperados para colocar no passado o Partido dos Trabalhadores, de esquerda — agora está desmoronando.
Sergio Moro, seu popular ministro da Justiça que luta contra a corrupção, renunciou no mês passado.
As alegações de Moro sobre os esforços do presidente para interferir nas investigações policiais foram suficientemente explosivas para provocar a Suprema Corte a abrir uma investigação que poder levar ao impeachment de Bolsonaro.
Mas o impeachment no Brasil é tanto um processo político quanto um processo legal.
Os delitos que levaram à remoção de Dilma Rousseff como presidente em 2016 foram bastante técnicos.
Foi mais significativo que Dilma Rousseff tenha atingido um índice de aprovação de 10% nas pesquisas e a economia sofrido uma recessão profunda.
As avaliações de Bolsonaro ainda estão muito acima do nadir de Dilma.
E, embora a economia esteja indubitavelmente caminhando para uma profunda recessão e um aumento no desemprego, sua retórica anti-lockdown pode lhe dar alguma proteção política.
Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, diz: “O que Bolsonaro quer fazer é se desassociar da crise econômica que se aproxima.”
As medidas de isolamento social que Bolsonaro contesta podem realmente ajudá-lo politicamente.
Poderiam impedir as manifestações em massa que deram o impulso para o impeachment de Dilma Rousseff.
E tornarão mais difícil para os políticos tramarem e negociarem nas proverbiais “salas cheias de fumaça” — um processo necessário para produzir um impeachment bem-sucedido. Tramar pelo telefone não é o mesmo.
Alguns políticos podem achar que mergulhar o Brasil em uma crise política é indecoroso, no meio de uma pandemia.
No entanto, a unidade nacional não surgirá enquanto Bolsonaro for presidente.
No estilo populista clássico, ele vive da política da divisão.
O Brasil já é um país profundamente polarizado, onde as teorias da conspiração são abundantes.
As mortes e o desemprego causados ​​pela Covid-19 são exacerbados pela liderança de Bolsonaro.
Mas, perversamente, um desastre econômico e de saúde poderia criar um ambiente ainda mais hospitaleiro para a política do medo e da irracionalidade.

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domingo, 24 de maio de 2020

DEU RUIM PARA CARREATA FASCISTA

Bolsonaro queria arranjar co-morbidade para o PRF Marcos Tokumori. Mas ele não tinha nenhuma ("VIOMUNDO")

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Bolsonaro queria arranjar co-morbidade para o PRF Marcos Tokumori. Mas ele não tinha nenhuma
Reprodução
POLÍTICA VIOMUNDO NA PANDEMIA

Bolsonaro queria arranjar co-morbidade para o PRF Marcos Tokumori. Mas ele não tinha nenhuma


24/05/2020 - 20h44

Da Redação
Uma das atitudes mais bárbaras do presidente Jair Bolsonaro desde que assumiu o poder foi comprovada pela divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril de 2020.
Nela, o presidente da República advertiu os ministros de que não deveriam comunicar as mortes de seus subordinados pela covid-19 a não ser se expusessem as co-morbidades que poderiam justificar o falecimento.
A fala de Bolsonaro foi desatada pela nota de falecimento do agente administrativo Marco Roberto Tokumori, assinada pelo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Furtado.
O argumento bizarro do presidente da República, em tom de advertência aos ministros, foi expresso assim na reunião:
Ontem eu liguei pro Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal. Chegou ao meu conhecimento, uma nota, que era dele, sobre o passamento de um patrulheiro. E ele enfatizou que era COVID-19. Ali na nota dele só saiu COVID-19. Então vamos alertar a quem de direito, ao respectivo ministério, pode botar COVID-19, mas bota também tinha fibrose nu… montão de coisa, eu não entendo desse negócio não. Tinha um montão de coisa lá, pra exatamente não levar o medo à populaçãO. A gente olha, morreu um sargento do exército, por exemplo. A princípio é um cara que tá bem de saúde, né? Um policial federal, né? Seja lá o que for, e isso daí não pode acontecer. Então a gente pede esse cuidado com o colegas, tá? A quem de direito, ao respectivo ministério, que tem alguém encarregado disso, né? Pra tomar esse devido cuidado pra não levar mais medo ainda pra população.
Porém, o fato é que Marco Roberto Tokumori, de 53 anos de idade, era saudável.
A própria esposa dele, Ana Paula Gomes, narrou ao G1: “Nós somos saudáveis, sem nenhum problema de doença pré-existente que era enquadrado como grupo de risco. Não fazemos ideia de há quanto tempo o vírus estava com a gente incubado”.
Marco adoeceu no dia 23 de março, foi internado no dia 28 no Hospital Celso Ramos, de Florianópolis, e morreu no dia 21 de abril sem que a esposa pudesse vê-lo — ela também foi contaminada e estava em quarentena.
“Como uma simples nota enviada por qualquer empresa sobre um falecimento faria tamanha confusão. Desculpe mas pense se alguém pode ser condenado de fato por isso?”, disse a viúva ao Estadão.
Jair Bolsonaro demitiu o diretor-geral da PRF, Adriano Furtado, por causa da nota de falecimento.
A ironia é que Marcos compartilhava em seu perfil denúncias contra a esquerda e conteúdo do Nas Ruas, o movimento que elegeu a deputada Carla Zambelli, no momento uma das principais defensoras de Jair Bolsonaro.
No dia 14 de abril, quando Marco fez aniversário, Ana Paula postou o vídeo abaixo no Facebook:

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