Aos 112 anos de nascimento do Peregrino Transformador
MAHOMA HOSSEN SCHABIB (1914-1996)
Nesta quinta-feira, 1º de outubro, antevéspera de um histórico e dramático momento para a Soberania do Brasil -- e, por extensão, de toda a América Latina e, sem exagero, de todo o Hemisfério Sul (o chamado Sul Global) ante a ensandecida sanha e cobiça do império decadente --, o iluminado Peregrino Transformador que tivemos a graça e felicidade de chamar de Pai está celebrando, presente em memória, seus 112 anos de nascimento.
Ante os maiores desafios, o Peregrino que a Vida nos permitiu chamar de Pai, ensinou a todos nós, na prática, a não desistir, não claudicar e, sobretudo, não abrir mão da dignidade, em nenhuma circunstância.
Republico a homenagem feita ao nosso Pai nesta quadra dramática da história da humanidade, em que fantoches (polichinelos, títeres, marionetes, bufões e congêneres) são transformados mediante todo tipo de manipulações em presidentes "democraticamente eleitos" ou, melhor, mandarins de capitanias hereditárias em nossa espoliada e cobiçada América Latina.
A besta fera, para a qual certos 'patriotas' se curvam e fazem reverências, depois da ação de sequestro em janeiro do presidente venezuelano, nesta antevéspera histórica de eleições no país, sem qualquer razão plausível, peões sob seu comando realizaram operação para sequestrar, em território soberano da Bolívia e ante a perplexidade de jornalistas, o Procurador-Geral do Estado Plurinacional da Bolívia, Roger Mariaca, e o Procurador Regional de Santa Cruz, Alberto Zeballos. A ONU e a OEA, tão ciosas na defesa ideológica da democracia, sequer se dignaram a manifestar qualquer estranheza pelo duplo sequestro executado diante de câmeras de diversos meios jornalísticos presentes a um ato no Aeroporto Internacional de Viru-Viru.
Aprendemos, com o nosso Pai a nunca nos deixar seduzir pelo nefasto canto da sereia do império estadunidense, hoje em franca decadência, e portanto muito mais ousado e violento. Se isso for, como tudo indica, um assédio para levar o medo à cidadania brasileira ante a possível vitória do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nestas eleições renhidas, Donald Trump e seus asseclas vão ser mais uma vez derrotados em seus propósitos deploráveis. A melhor prova a fazer-lhes é a vitória do Presidente Lula no primeiro turno.
Cidadão do mundo à frente de seu tempo
Neste dia 1º de outubro transcorreu o 111º aniversário de nascimento de Mahoma Hossen Schabib, um Cidadão do mundo à frente de seu tempo que a Vida, generosamente, nos presenteou como um verdadeiro Pai-Peregrino -- não no sentido religioso, mas humano, como humanista incansável que se espelhava em todos os povos, todas as nações, todas as pátrias nas quais viveu, jamais "passou"...
Nós, filhas e filhos proletários que tivemos a honra de ter um Pai-Peregrino e uma Mãe-Matriarca em nossa formação, trazemos em nós a certeza de que a Vida -- por mais adversa e, no caso dos povos do Hemisfério Sul e da explorada e oprimida classe proletária da Terra, desafiadora -- é, sim, uma luta incansável, interminável, tal qual a História, cuja evolução é determinada pela assim chamada luta de classes (e para que os que têm preconceito desta importante concepção da História não imaginem banalidades e muito menos desvarios).
Nesta foto, feita numa rua de Beirute em 1962, Mahoma Hossen Schabib vivia intensamente a experiência de ter uma filha conterrânea sua, nossa Irmã caçula, e concluíra um verdadeiro périplo pelo Norte da África, cobrindo para a Rádio Cairo as epopeias populares da libertação do colonialismo europeu sobre o continente mais explorado, devastado e massacrado. Ele nos contaria, décadas depois, que só interrompeu essa verdadeira realização pessoal pelo compromisso com a sua Companheira de Vida, Wadia Al Hany de Schabib, nossa saudosa Mãe, e suas Filhas e Filhos (verdadeira prole, nove naquele momento!), razão pela qual decidiram retornar à América do Sul, inicialmente à Bolívia, onde as Filhas e Filhos mais velhos continuaram os estudos secundários ou fundamentais, e a caçula e o anterior para o Brasil, onde iniciaram seus estudos.
Vinte oito anos depois de sua súbita eternização (e 16 anos da eternização de sua Companheira), a presença do Pai-Peregrino e Mãe-Matriarca é, como de hábito, é constante e inspiradora, por sua coerência, lealdade e compromisso. Obrigado por terem existido e serem nossas referências paternas/maternas!
Ahmad Schabib Hany
