Lula é celebrado por líderes em diversos países
O Presidente Lula reorganiza agenda de governo depois da vitória eleitoral, define nova estrutura administrativa e se prepara para seu primeiro encontro internacional.
O Presidente Lula, depois da vitória sobre o oponente que havia comemorado antecipadamente sua suposta eleição no primeiro turno, torna-se mais popular nas maiores democracias do Planeta. Até nos EUA, presidido por um impopular Trump (que acumula a derrota de dois aliados logo na véspera das eleições de meio mandato), os eleitores e líderes políticos da oposição o celebram como expressão da vontade do povo sobre as elites que querem dominar o mundo pela força e poder das armas, da tecnologia e do dinheiro.
Por seu turno, o deputado André Janones, responsável pela campanha digital que venceu os algoritmos das grandes plataformas digitais (big techs), já tem compromisso com os chefes de governo da Espanha, México e Irlanda. Trata-se de uma ação estratégica pela soberania tecnológica de países que viraram alvo do assédio do governo dos EUA, ávido por dominar os recursos naturais e a posição geopolítica dessas nações, que não se curvaram aos caprichos de Trump e sua quadrilha de oligarcas bilionários e mercenários digitais.
O Ministro Guilherme Boulos e seus colegas estão fazendo acompanhamento diuturno às desesperadas iniciativas de assédio pós-eleitoral e informações mentirosas relacionadas às ações do governo federal. Além de preparar uma estrutura dinâmica no âmbito das redes sociais, o Presidente Lula determinou que seja desenvolvida uma estratégica de ausculta à população para que não só o chefe do Executivo como todos os ministérios estejam conectados às demandas populares e a um necessário feedback em tempo real.
Mal acabou a campanha eleitoral, e a difusão de fakenews continua a perturbar a vida das pessoas que trabalham e seguem suas vidas. Falsas notícias de aumento de preços de produtos e serviços de primeira necessidade se espalham, criminosamente, pelas redes sociais, enquanto o CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária), constituído pela maioria de governadores bolsonaristas, já decidiu aumentar o preço dos combustíveis só para criar um clima desfavorável para o governo. Por sua vez, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), responsável pelos parâmetros regulatórios do mercado financeiros no Brasil, é denunciada por investidores por incorrer em anomalias inusuais -- no mínimo, liberação de ações suspeitas para acentuar a instabilidade artificial reinante na segunda-feira posterior à reeleição de Lula. Tudo plantado, deliberada e cinicamente, para causar uma desestabilização na economia brasileira.
Penas de aluguel e mercenários digitais tupiniquins -- os mesmos que durante a campanha eleitoral faziam terrorismo com os eleitores que declaravam seu apoio a Lula e acabaram prejudicando o seu candidato ao chamar de 'vagabundos' os não bolsonaristas -- continuam a insuflar a sanha criminosa dos tresloucados que vêm ameaçando indígenas, nordestinos, estudantes de escolas e universidades públicas, trabalhadores de aplicativos, pessoas humildes, idosos, professores e até imigrantes para retaliar os que não se deixaram levar pela conversa fiada de Flávio Bolsonaro, que em menos de 48 horas depois de concluído o processo eleitoral já estava fugindo covardemente do Brasil.
Atentados covardes em todo o país
Na véspera das eleições o desvario já começava a tomar conta do até então ambiente pacífico existente: Corumbá, Bonito, Rio Brilhante e Mundo Novo, na véspera do segundo turno, tentativas de assassinato e assassinatos começavam a criar um clima de confronto, de provocação. No primeiro turno, ante o resultado favorável, que lhes agradava, tudo era um mar de rosas. Mas, bastou mudar o cenário, e o instinto assassino escalou, o que demonstra não respeitarem a vontade da maioria, a democracia, as leis, a convivência pacífica. Sou testemunha de atos de assédio de pessoas com formação universitária e empregos em altas esferas, inclusive do Poder Judiciário, a fazer assédio, a compartilhar ofensas e provocações, enfim, a cometer crimes bizarros.
Próprio de índole perversa e destituída de sensibilidade e empatia, alguns alucinados, embora se digam 'cristãos', começaram a atacar pessoas humildes em diversas regiões do Brasil, inclusive comunidades dos povos originários. Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, Ñandesy Roberta, de 90 anos, foi assassinada por fanáticos bolsonaristas quando atearam fogo em sua humilde choupana durante a noite (crime triplamente qualificado: assassinato com requintes de crueldade de uma pessoa idosa sem chance de defesa, invadiram sua comunidade em meio à noite quando sabiam que se encontrava sozinha e, por terceiro, distante dos equipamentos sanitários de urgência não teve qualquer chance de ser atendida a tempo, tendo sido encontrada totalmente incinerada). Em Novo Horizonte do Sul, o funcionário da prefeitura responsável pelo basculante que atende uma comunidade indígena foi flagrado propondo jogar veneno na água que abastece aquela comunidade. Esses episódios, aparentemente desconexos, fizeram com que o governo federal mobilizasse uma equipe interministerial em todas as localidades em que há casos desse tipo.
Mal a coleta de votos se encerrou, o candidato que traiu os eleitores da extrema-direita foge para o colo de seu amo e senhor Donald Trump, como era de se esperar, e alguns delirantes passam a agredir pessoas humildes que não têm nada a ver com a traição que sofreram, como denunciou em suas redes sociais a ex-companheira de um fanático dono de uma rede de comércio varejista que desde fins de 2022 vem se dedicando exclusivamente a promover o terror em nome de seu fanatismo político. É um desatino total. Caso de hospício, manicômio, cadeia. E depois os áulicos do bolsonarismo vêm com a narrativa mirabolante de que são perseguidos. Falta de noção e de vergonha na cara.
Flávio Guaidó ou Juan Bolsonaro?
Esse é o 'Zero hummm', egocêntrico, covarde e delirante. Depois da carta feita por IA, com timbre falso e caduco (da época de Castelo Branco, quando o nome oficial do Brasil era República dos Estados unidos do Brasil, até a outorgação da Emenda Constitucional no. 1, de 1969, quando oficialmente passou a se chamar de República Federativa do Brasil) e erro ortográfico (Brazil, com 'z', como se grafava até 1943, quando, no governo de Getúlio Vargas, foi realizada a primeira reforma ortográfica do Brasil independente), aliados repudiaram a atitude do ex-candidato a presidente que fugiu para cuidar da dinheirama enviada ao estrangeiro.
Mas como fica o eleitor do Flávio? Com cara de tacho? Além de ingrato, pois não se dignou a agradecer seu eleitorado pelos 59 milhões de votos recebidos no segundo turno, tendo-o abandonado nas primeiras horas posteriores à eleição do segundo turno, sem ter demonstrado espírito público e, sobretudo, coragem para permanecer com sua família no país que o sagrou vice-campeão com uma votação superior à de seu pai-pai no pleito anterior.
A despeito de toda a rede de manipulação bilionária internacional para que ganhasse de qualquer jeito -- as big techs, o mercado financeiro, o grupo ou quadrilha política de Donald Trump (desde o filho Donald J. Trump Jr., Brad Parscale, Damián Merlo Debernardi, Javier Negre e Fernando Cerimedo), os 'generais eleitorais' golpistas da corte eleitoral brasileira ('homem de Deus' e 'homem do mundo') e os disseminadores do ódio (turma da bala, do boi e da 'Bíblia') --, o candidato -- no dizer dos eleitores cariocas, que vivem a dizer "Flávio ...gão, apareça seu fujão" -- não passa de um incapaz de usar o cérebro, mau perdedor que causa vergonha até em quem não vota nele. Filho mimado que, como mau aluno reprovado, põe 'culpa' no professor que não o aprovou...
Não pensem que a mudança de texto de sua 'carta' com erros garrafais de ortografia e dados históricos, 22 minutos depois de ter sido publicada em sua conta do X (antigo Twitter), foi recomendação de seus 'parças' Brad Parscale, Damián Merlo Debernardi e Javier Negre. Nada disso. Foi determinação -- em português claro, uma ordem -- de assessores de Donald Trump, que veem Flávio Bolsonaro e Bibi Netanyahu, dois perdedores que podem contaminar a campanha eleitoral dos Republicanos nas eleições parlamentares de meio mandato.
Trump pode ser (e é) genocida, pedófilo, psicopata, agiota e golpista (tanto política como financeiramente), jamais burro. Os erros políticos e militares que cometeu têm outro fator -- a chantagem de Netanyahu, talvez por causa do escândalo Epstein 'y otras cositas más' que o MOSSAD tem muito bem arquivados, o induziram ao vexame militar do Irã --, tanto que seus desafetos chamam Netanyahu de chefe do diabo laranja. Não sabe o que é fidelidade, o que significa não sentir qualquer obrigação moral pelos Bolsonaro, até porque ficou no prejuízo o 'investimento' feito por sua quadrilha no plano de poder representado pelo projeto de fantoche incompetente de Flávio.
A direita brasileira precisa se livrar da quadrilha Bolsonaro, sob pena de cair no descrédito total: Joyce Hasselmann, em 2019, poucos meses depois do início do mandato canastrão do pai-pai do Flávio, já havia percebido que era uma canoa furada. Afastou-se a tempo, para não se contaminar (ela também é das que não têm pena de vigarista, palavras dela). Deu provas eloquentes ao declarar voto contra ele, desde o primeiro turno das eleições de 2026, e quando o chamou de miliciano alertou que fugiria do Brasil depois da derrota eleitoral.
E por que figuras como ele e sua família, sem qualquer vestígio de qualidade intelectual, ética, caráter, empatia e urbanidade, consegue granjear dezenas de milhões de votos?
A característica dos líderes da direita brasileira tem sido total desapego pela leitura -- gente que sequer consegue ler um livro ao ano, quanto mais textos com mais de três parágrafos -- e distanciamento da formação intelectual. Ora, como é possível desenvolver um projeto de governo se não dispõem de conteúdo teórico, vigor intelectual, raciocínio lógico e conceitos elementares do que caracteriza o ideário conservador ao longo da história.
Na verdade, a partir de 1985, depois do colapso do regime de 1964, a direita brasileira perdeu a referência política. Seus líderes -- Carlos Lacerda, Magalhães Pinto, Roberto Campos, Reis Velloso, Paulo Gudim, Mário Henrique Simonsen, Delfim Neto, Eduardo Gomes, Virgílio Távora, Golbery do Couto e Silva e expressões regionais que detinham indiscutível consistência intelectual -- foram devorados por militares destituídos de valores intelectuais e dominados pela mediocridade (à exceção de Ernesto Geisel, Dilermando Gomes Monteiro e Euler Bentes Monteiro, para citar alguns).
Em decadência, a direita, decorridos 10 anos do regime militar, passou a ser comandada por figuras medíocres de pensamento superficial, como Jarbas Passarinho, Mário Andreazza, Paulo Maluf, Cyrne Lima, Allysson Paulinelli, Antônio Carlos Magalhães e, pasmem, Esperidião Amin. Nos anos derradeiros, ficou crítica, com a projeção de expressões como Newton Cruz, Sylvio Frota e Hugo Abreu, as referências políticas de Jair Bolsonaro, Augusto Heleno e Eduardo Villas-Boas.
Desde 2016, depois da deposição da Presidenta Dilma Rousseff, a direita não conseguiu emplacar uma liderança do nível intelectual de Lacerda, Magalhães Pinto ou Eduardo Gomes. O bolsonarismo, como câncer, eclipsou possíveis líderes, como o advogado e dirigente partidário Gustavo Bebianno (com quem Bolsonaro se desentendera por causa dos filhos), vitimado por mal súbito com características de infarto fulminante, pouco tempo depois de ter anunciado a sua candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro fora do esquema bolsonarista.
A expressão mais eloquente do bolsonarismo é a decadência do estado do Rio de Janeiro, em que todos os governadores a partir de 2016 (ano da deposição de Dilma Rousseff) foram presos durante o exercício do mandato e o controle pelas milícias e o crime organizado (há evidências de ação articulada entre as milícias e organizações criminosas, alvo de operações da Polícia Federal) de grande parte do território fluminense foi constatado neste processo eleitoral, em que o bolsonarismo faturou todas as candidaturas majoritárias, além do governo do estado no primeiro turno.
Em síntese, a fuga de Flávio Bolsonaro, em decorrência da perda da imunidade parlamentar pelo fim do mandato de senador (e não pela 'perseguição' política ou pela 'fraude' eleitoral, como ele tentou travestir em sua patética carta aberta eivada de inverdades, erros grosseiros e delírios de toda sorte), abre a possibilidade para a direita não bolsonarista de resgatar a liderança perdida para uma verdadeira quadrilha de familiares envolvidos até a medula em todo tipo de crimes no Rio de Janeiro, e depois disseminados por outros estados da federação durante o único mandato dos Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
O Brasil, indiscutivelmente, é um país de oportunidades e riquezas ímpares. No entanto, precisa se libertar das garras de uma oligarquia parasita e despudorada que já rifou o país e seus maiores atributos aos sanguessugas dos EUA e as transnacionais da tecnologia, da energia, das armas bélicas, da arapongagem e do crime organizado (porque o DEA, órgão de combate às drogas dos Estados Unidos, é a maior rede de tentáculos criminosos em todo o mundo), associada à quadrilha política e financeira de Trump e Netanyahu, conhecida pelo epíteto 'Sindicato Epstein', de triste memória.
Não é sobre as quadrilhas brasileiras, mas sobre as poderosíssimas organizações efetivamente abjetas e verdadeiramente narcoterroristas disseminadas pelos criminosos estadunidenses tendo à frente Donald Trump e Benjamin Netanyahu desde 2025 no comando, sem qualquer oponente à altura. Mas graças ao Brasil, o legado civilizacional e a humanidade podem respirar aliviados, sem deixar de fazer a sua tarefa urgente, inadiável: 'pasteurizar' -- isto é, 'descontaminar' -- a direita do bolsonarismo no Brasil e do trumpismo dos Estados Unidos.
Sim, como quando um cirurgião se prepara para fazer alguma incisão a um paciente em um centro cirúrgico. Assepsia ou antissepsia, conforme o caso, é o que assegura o sucesso em 95% dos pós-operatórios no Brasil e na maioria dos países contemporâneos. Resguardadas as proporções, caberá às forças democráticas de todo o especto político brasileiro essa árdua tarefa, de cujo sucesso depende a sobrevida de nossa frágil democracia. Até porque o bolsonarismo deu provas inequívocas de seu total desprezo pelos valores democráticos e civilizacionais. Tal qual o nazismo e o fascismo, de triste memória, o bolsonarismo é extrato de intolerância por nossa democracia, de nossas liberdades democráticas e, sobretudo, do convívio civilizado entre as partes constitutivas de uma democracia consistente -- a direita, o centro e a esquerda.
Dê sua mão pela democracia: explique a diferença abissal entre direita e bolsonarismo. Pelo futuro da democracia, da soberania, do convívio saudável entre os diferentes, que são a base constitutiva de uma sociedade efetivamente madura e democrática.
Ahmad Schabib Hany
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