MARIO SERGIO KASSAR: VOTO LULA 13
Mário Sérgio Lombardi Kassar, médico, 65 anos, declara voto para Lula Presidente 13 em defesa do SUS e do reajuste das aposentadorias e pensões vinculado ao do salário mínimo.
Considerado pelo Observatório da Cidadania Dom José Alves da Costa como o mais eficiente e transparente gestor municipal da Saúde desde a promulgação da Constituição de 1988, o Médico Mario Sergio Lombardi Kassar, 65 anos, graduado pela UNICAMP em 1983 (com diversas pós-graduações), foi secretário municipal de Saúde de Corumbá (MS) entre 2000 e 2004.
Nesse período, o Sistema Único de Saúde (SUS) se consolidou num município caracterizado pela extensão territorial e localização peculiar (região do Pantanal e fronteira seca com o Estado Plurinacional da Bolívia e pelo rio Paraguai com a República do Paraguai), quando praticamente todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) foram implantadas no município corumbaense, inclusive nos assentamentos rurais da Reforma Agrária.
Médico bem sucedido, Mario Sergio caracteriza-se pela discrição profissional e pessoal, tendo sido algumas vezes cotado para candidato a prefeito municipal de Corumbá, mas sempre recusou. Atualmente, ele e a esposa, Professora Doutora Mônica Kassar, têm um centro cultural acolhedor no Casario do Porto (onde funcionou a 'Casa Kassar & Filhos'), a 'Casa A - Ócio e Cultura' (rua Manoel Cavassa, 127), com pinacoteca itinerante, lançamento de livros autorais e a recém-inaugurada biblioteca e gibiteca com emblemático acervo.
O Médico Mario Sergio Kassar é da terceira geração de imigrantes Suriani (sírios), conforme estudos do saudoso Professor Lejeune Mirhan, das 13 famílias que aportaram ao então pujante entreposto cosmopolita do século XX e contribuíram para a industrialização e a urbanização regional (seu tio-avô Salim Kassar criou as célebres 'Fiação Mato-grossense' e 'Moinho Mato-grossense', com quase um milhar de empregos diretos, além de ter sido o incorporador que construiu em meados da década de 1950 o primeiro arranha-céu em Mato Grosso, o IOSA -- hoje Edifício Salim Kassar --, seguido por Farjallah Anache -- do Edifício Anache --, e Karim Mali -- do Sírio-Libanês, Pantanal e Galeria Pantanal --, todos eles pioneiros de ascendência Suriani).
PELO BEM-COMUM, SUS E APOSENTADORIA DIGNA
Sou Mario Sergio Lombardi Kassar, médico em atividade profissional e tenho 65 anos.
Peço desculpas por não ter familiaridade com as redes sociais, mas o atual embate eleitoral me impulsiona a expressar.
Quando iniciou a pandemia da covid, já estava prestes a fazer 60 anos e, portanto, no grupo de risco. Mesmo assim, não deixei de atender pacientes, um dia sequer, nas áreas de cirurgia, endoscopia e tuberculose. Os equipamentos de proteção eram precários (máscaras de pano improvisadas) e escassos e não havia ainda vacinas. Vivi, por quase um ano, até completar minha vacinação, em quarto separado e fazendo as refeições afastado de meus familiares, com receio de estar contaminado com o vírus e com risco de transmitir aos demais. Não podia chegar perto dos meus pais idosos e necessitando de cuidados.
Tantos outros profissionais da saúde tiveram privações e riscos ainda maiores, muitos tendo perdido a própria vida. Acompanhei muitos pacientes que adoeceram e morreram devido à covid. A primeira pessoa morta pela covid na minha cidade, Corumbá-MS, um senhor asmático e obeso, foi por mim atendido e encaminhado à UTI da Santa Casa, já com intensa falta de ar. Faleceu no dia seguinte.
Enquanto isso assistíamos ao presidente Bolsonaro fazendo pouco caso da pandemia, desestimulando o isolamento social bem como o uso de máscaras, incentivando o uso de medicamentos ineficazes e atrapalhando a corrida pelo desenvolvimento da vacina Coronavac, pelo Instituto Butantan, só pra não dar créditos políticos ao governador de São Paulo, João Dória. Ainda, se recusando a comprar vacinas importadas, como a da farmacêutica Pfizer, que ofereceu ao Brasil prioridade no uso da sua vacina, não recebendo sequer resposta do governo. Quando, tardiamente, resolveram comprar vacinas, decidiram por uma indiana, então não aprovada pela Anvisa, mediante um contrato que se mostrou superfaturado e, felizmente, por isso, não concretizado.
Essa atitude antivacina provocou um descrédito popular, até mesmo em relação a vacinas consagradas como a contra o sarampo, comprometendo a cobertura vacinal das crianças brasileiras, até hoje não totalmente revertido. Não bastasse toda essa tragédia, tínhamos que assistir aos deboches do presidente, que não se importava com o sofrimento das pessoas, chegando a dizer "não sou coveiro" para ter que se preocupar com as crescentes mortes.
Foi responsável por milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas. O seu filho Flávio, candidato laranja do pai, não é diferente. Pior, porque é dissimulado, posando de "bom moço" e evitando o verbo grosseiro, característico do pai. Promete, aos moldes de Milei, presidente argentino, um corte de 350 bilhões no orçamento, que, com toda a certeza, comprometerá o financiamento do SUS e de outras políticas públicas, bem como das aposentadorias.
Todos precisamos de uma honesta reflexão olhando, não para o próprio umbigo -- uma vez que muitos "acham" que levarão vantagem elegendo um Bolsonaro --, mas para o bem comum e do Brasil e para a paz social. Por isso meu voto é 13, para Lula presidente.
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