domingo, 18 de dezembro de 2022
sábado, 17 de dezembro de 2022
quarta-feira, 14 de dezembro de 2022
'TONTON MACOUTES' INCENDEIAM BRASÍLIA
Tonton
Macoutes incendeiam Brasília
Tomada
pelo ‘estouro da boiada’, Brasília foi incendiada como se fosse Porto Príncipe,
capital do Haiti. O inominável em sua infinita perversidade, após o jogo fatídico
em que o Brasil ficou fora da Copa do Mundo do Qatar, atiçou e acolheu no
Palácio das Trevas seus teleguiados e sua ‘conja’ mandou comida como gesto de
apoio ao ‘patriotismo’ delinquente estimulado por suas milícias digitais.
Sob a
tirania desvairada desse sociopata, Brasília se viu sitiada, tomada pelos tonton macoutes que esse terrorista
mau-caráter adestrou ao longo de seu maldito mandato. A noite de 12 de
dezembro, sob pretexto de ‘protestar’ contra a detenção de um ‘cacique’
traficante e pau-mandado de criminosos fascistas, espalhou o terror na área
central da capital federal, sob a conivência de seus feitores bajuladores, que
nada fizeram para conter o ‘estouro da boiada’.
A
propósito, leitor/a, já leu ou ouviu falar sobre os tonton macoutes, temida milícia de François Duvalier, o Papa Doc, tirano que inaugurou a
dinastia sanguinária e criminosa do Haiti, responsável pela miséria e caos que
até hoje desgraçam o povo haitiano?
Há um tempo
venho insistindo que o inominável tem se inspirado nesse grande canalha para
disseminar suas maldades pelos quatro cantos deste país-continente. Diferente
da imagem de ‘bom cristão’ (sic), como
os mercadores da fé que o rodeiam teimam bancar, esse sociopata amoral e
despudorado, em vez de luz e generosidade, só dá lugar a trevas e
perversidades, tanto que se deu ao desplante de, assim que a seleção brasileira
ficou fora da Copa do Mundo do Qatar, ir até o cercadinho que mantém desde a
sua posse para atiçar suas hordas insanas, seus tonton macoutes.
Até a ‘maledeta
conja’, com sua falsa generosidade, enviou a lavagem do Palácio das Trevas (que
em tempos de normalidade democrática se chama do Alvorada) para saciar a fome
de suas hordas, como quem manda comida para porcos. Mais tarde, na virada do
dia, foram conversar sobre como agir para levar o pânico à população
brasileira, a partir do caos em Brasília. E como o Presidente Lula, o
Vice-presidente Alckmin e ministros já anunciados se encontram hospedados em um
hotel no centro brasiliense, tentaram levar tumulto e a possibilidade de atos
terroristas até lá, mas imediatamente foram repelidos pelas forças legalistas.
O
inominável teria sido escolhido por tais ‘qualidades cívicas’ pelos ‘patriotas’,
aqueles que vestiam a camisa da seleção brasileira e se enrolavam na bandeira
nacional como se fosse toalha de sauna? Em sã consciência, esses ‘patriotas’ não
sentem, nem de longe, qualquer constrangimento, vergonha ou arrependimento por
tão grosseira escolha? Como não enxergar a vocação golpista, tirânica,
autoritária, obscurantista, delinquente e até ditatorial do inominável e o
núcleo duro de seu gabinete?
Mais que a
incompetência e total desapego pelos princípios republicanos, flagrantes, os
principais assessores (e todos os membros de sua familícia) revelaram, sem
qualquer hesitação, sua opção obsessiva por tudo que representa o oposto à
vocação democrática e solidária da nação brasileira desde a segunda década do
século XX, quando a afirmação dos princípios republicanos tornaram-se públicos
e objeto de manifestações pelos líderes do Movimento Tenentista, da Coluna
Prestes, da Semana da Arte Moderna e, inclusive, dos fundadores do primeiro
partido de âmbito nacional, o velho Partidão (PCB), de cuja primeira bancada
federal contou com o brilhantismo e laicismo do imortal Jorge Amado.
Para si e para os seus
O
inominável, como sempre por meios escusos, conseguiu galgar ao poder, para
deleite das elites retrógradas e segregacionistas. Tão incompetente e alienado
da realidade, passou os quase quatro anos de mandato ‘brincando’ de onipotente,
fazendo fakenews para suas hordas
insanas, usando a máquina para si e os seus e desmontando o Estado, em vez de
governar como gente grande.
É preciso ‘dissecar’
o comportamento do inominável antes que, contra a sua vontade de sociopata,
tenha que passar a faixa ao estadista que o povo brasileiro levou 500 anos para
generosamente oferecer para a humanidade. Sim, porque, a despeito da soberba de
mobilizar as súcias que mantém entorpecidas com suas mentiras delirantes, ele
irá para passar a faixa a seus sucessor constitucional, sim.
Por quê?
Porque ele usou de seu ardiloso comportamento de ‘maníaco-depressivo’ (como até
um tempo atrás se chamavam os ‘bipolares’ de hoje), fingiu de vítima
inconsolável e atiçou o delirium-tremens
de seus tonton macoutes espalhados
pelo território nacional e pelos quatro cantos do mundo. Para quê? Barganhar
uma saída honrosa pelos inúmeros crimes administrativos cometidos
deliberadamente junto aos diversos Poderes: desde o STF (Supremo Tribunal
Federal), TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Congresso Nacional e, inclusive,
Ministério da Justiça e Procuradoria-Geral da República (PGR).
Depois de
tanta incompetência e constatação da grave alienação de que padece, dá para
acreditar que o inominável foi eleito por suas supostas qualidades?
Ora, quase
quatro anos de total exposição, quando ficou nu perante o mundo, não dá para
acreditar que naquela caixa craniana pudesse haver um cérebro brilhante. Sim,
porque, numa democracia (e, ainda que muitos não gostem de admitir, o Brasil é
a maior democracia do planeta), para conseguir conquistar a confiança da
maioria de seus iguais, é preciso ser minimamente brilhante para ‘fazer a
diferença’ e angariar os votos que irão torná-lo/a líder de mais de duas
centenas de milhões de pessoas.
Só que não.
O inominável foi eleito exatamente por ser a negação disso tudo. Coube àquele
juiz de primeira instância de voz de marreco e que sequer consegue pronunciar
palavras do vernáculo (a exemplo de ‘conje’ por cônjuge) ou do idioma de seus
amos e senhores (como ‘massachutes’, por Massachusetts, uma das 50 unidades
federativas dos EUA), pivô da prisão e exclusão do processo eleitoral de 2018
do hoje presidente eleito Lula (líder também nas pesquisas eleitorais de então),
razão pela qual virou seu ministro da Justiça (além da promessa de indicá-lo
para uma das vagas do Supremo Tribunal Federal, STF).
Apesar de
todo o aparato montado com as milícias digitais de Steve Bannon, desde o
exterior (confirmadas posteriormente, mas que não puderam anular sua eleição
por não haver legislação anterior que proibisse o uso de fakenews em campanhas eleitorais), o candidato era tão ruim, que
foi preciso que uma fakeada o
livrasse dos debates, pois bastava ir a um para ele despencar nas pesquisas. Não
por acaso, seu raciocínio primário considera toda eleição manipulável e,
portanto, suspeita de fraude. É por experiência própria. Mas não por causa das
urnas eletrônicas, cuja inviolabilidade está mais que comprovada.
Que ‘homem
público’ é esse que não tem noção das responsabilidades do cargo e passa quase
todo o seu mandato ‘brincando’ de todo-poderoso (a maior parte do tempo em
alguma moto e sempre entre as pernas torneadas de algum gajo portentoso e diz
que ‘pintou um clima’ ao ver adolescentes venezuelanas na periferia de Brasília),
mandando fakenews para alimentar suas
hordas insanas por meio das milícias digitais que mantém desde sua campanha, usando
a máquina administrativa para fazer de tudo para si e os seus (daí o sigilo de
cem anos) e, o mais grave, desmantelando todo o Estado (inclusive o Estado
Democrático de Direito), em vez de governar como gente grande?
O lixo da
história, decerto, se encarregará de levá-lo para as trevas, de onde jamais
sairão ele e todos os seres bizarros com quem compartilhou as mais deprimentes
cenas dos últimos anos, a menos que para um tribunal como de Nuremberg. Afinal,
a História, nas sábias palavras de Chico Buarque e do saudoso Pablo Milanés, “é
um carro alegre, cheio de um povo contente, que atropela indiferente todo
aquele que a negue” (Canção para a Unidade da América Latina, 1972). Escrito e
gravado há cinquenta anos, esse hino para a emancipação de nossos povos já
anunciava que “o que brilha com luz própria ninguém pode apagar, seu brilho
pode alcançar a escuridão de outras coisas”...
Ahmad Schabib Hany
quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
VERGONHA ALHEIA
Vergonha alheia
Não querer enxergar a realidade, ainda
que seja gesto de tolice, é um direito. Agora, atrapalhar a Vida dos outros
porque o seu predestinado não teve competência de conquistar os votos
necessários para ganhar um segundo mandato, isso lá é uma tremenda falta de
semancol...
Caro/a
leitor/a, já sentiu vergonha alheia?
Pois
é, chegam a ser constrangedoras, para os que têm um mínimo de vergonha na cara,
as atitudes desmioladas de pessoas que, até menos de um mês atrás, batiam a mão
no peito e diziam não votar em ladrão. Mais que isso, que o inominável era predestinado
a fazer uma verdadeira limpeza e introduzir a mais pura ética na política...
Qual
ética? A do centrão? Predestinado como? Para causar prejuízos irreversíveis em
diversas áreas da gestão do País? Inclusive as mortes pela covid-19? Quem vai
repor o rombo bilionário do tesouro nacional, descaradamente feito para saciar
a cobiça, o apetite de poder de verdadeiros fariseus, falsos patriotas e sonegadores
contumazes?
A
única coisa que o capetão, digo, o inominável fez foi a proteção de si e dos
seus por 100 anos -- ou para que foram editados tantos decretos assegurando
essa sem-vergonhice de sigilo por um século (sim, 100 anos)? --, além do ‘orçamento
secreto’, que representa uma sangria criminosa para um país que, em menos de
seis anos, segundo o próprio IBGE, a população em situação de vulnerabilidade
socioeconômica cresceu assustadoramente e em 2021 passava de 30% dos habitantes
do Brasil, isto é, mais de 63 milhões de pessoas.
Repito:
esse inominável predestinado para fazer o quê?
Bastou
a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) publicar os relatórios de
gestão do mandato do inominável para ter noção da extensão do estrago da
política de terra arrasada adotada pelos patrioteiros de araque: saúde,
educação, ciência e tecnologia, assistência social, cultura, infraestrutura,
segurança pública, desenvolvimento regional, meio ambiente, direitos humanos,
políticas indigenistas, políticas de igualdade racial, defesa de diretos da
mulher, das crianças e adolescentes, das pessoas com deficiências, dos povos
originários, dos afrodescendentes, dos idosos, das pessoas em situação de rua
etc, combate à fome, enfrentamento à misoginia, à homofobia, à burrice, ao
racismo, à intolerância e à lgbtqia+fobia etc, relações exteriores, reforma
agrária, desenvolvimento local, integrado e sustentável, política de
acessibilidade etc.
Antes
de 2013, ano em que os malditos tonton
macoutes começaram a mostrar as suas manguinhas de fora, eu, que desde 1975
tenho acompanhado o despertar da cidadania tanto em Corumbá como em Campo
Grande (e durante três anos em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), nunca tinha
visto os tais ‘patriotas’ (de araque), preocupados com tudo, até porque não
sabiam o que queriam: do nada, começaram a atropelar tudo a todos/as (é assim
como agem, sem urbanidade, respeito, civilidade ou parcimônia) e se apossar de
tudo, como se detivessem algum direito ‘divino’ para se apoderar do que é
coletivo. E a tratar os/as pioneiros/as como se fossem bandidos/as.
Hoje
consigo entender por quê: essa é a prática, a conduta deles, inclusive com a ‘mão
boba’. Não dá para esquecer os tais ‘éticos’ envolvidos em assédio sexual y otras cositas más... Os canalhas
sabiam que tirávamos dinheiro do próprio bolso para pagar despesas que poderiam
ser debitadas nas contas públicas, mas para não dar precedentes às velhas
práticas da cooptação (que vêm do tempo da mal-ditadura, é bom que saibam), a
opção era bancarmos nossas despesas, e nunca -- nunca! -- abrimos exceção.
Na
verdade, o chilique todo não é por causa da não reeleição do inominável, mas do
fim da mamata. Está claríssimo: os relatórios dão com nitidez essa
sem-vergonhice. Cinismo puro, na maior cara de pau, patrioteiros de ocasião,
que nunca antes de 2013 mostraram preocupação com questões do interesse
público, entre eles o controle social de políticas públicas.
Incompetentes,
passaram quatro anos -- em vez de trabalhar, coisa que na verdade não sabem,
porque nunca suaram a camisa para nada -- fazendo fakenews e promovendo o caos (e, durante a pandemia, a morte de
inocentes) usando o nome de Deus em vão, e agora vêm com o maior acinte e
desrespeito (aliás, como sempre agiram) chorar pelo leite derramado. Semearam
vento, pois agora colhem tempestade (isso é bíblico)...
Mentir,
mentir, mentir. Essa é a vocação (e a prática recorrente) dos fariseus. Mentem
tanto, a tal ponto que fingem que acreditam nas próprias mentiras. Quatro anos
de pura enganação (somado aos dois do mentiroso ‘brimo’ Temer, seis ao todo).
Em vez de ficar atrapalhando o trânsito e a Vida do próximo, vão se
penitenciar, procurar a verdade (que ela liberta, nas palavras da Bíblia), e
apaziguar seus espíritos obscuros, porque se deixaram tomar pelo ódio, pela
cobiça e, sobretudo, pelas trevas.
E,
o pior, somos nós os que sentimos vergonha disso tudo. É, aliás, como a grande
maioria deste país-continente se sente neste preciso momento em que se depara
com os tonton macoutes saídos das
trevas, das assombrações medievais, da dinastia de François Duvalier, o Papa Doc, que destruiu a primeira nação
das Américas a se libertar do jugo colonial europeu mas que a cobiça (a mesma
desses patrioteiros canalhas) estadunidense lhes roubou o porvir e a Vida, como
de nós a querida e saudosa Doutora Zilda Arns.
Ahmad Schabib Hany
quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
A MALDITA HERANÇA DO INOMINÁVEL
A maldita herança do inominável
Além da
política de destruição das políticas públicas e das instituições republicanas,
numa espécie de guerra de terra arrasada, o inominável quer impor aos atuais
comandantes das três forças um flagrante descumprimento à Constituição Federal:
a disciplina e a hierarquia.
Fanáticos
irascíveis, conservadores exacerbados, seguidores irracionais, neopentecostais
fundamentalistas, racistas empedernidos, nazistas e fascistas repaginados,
intolerantes remotivados, sonegadores e golpistas incentivados, milicianos e
jagunços estimulados, traficantes e contrabandistas organizados, recalcados e
ressentidos empoderados, viúvos e órfãos da (mal)ditadura encorajados etc. Esse
é o subproduto político do período de (des)governo do inominável no cotidiano
da sociedade, que levará décadas para a volta à normalidade.
Enquanto
isso, um filho de policial declaradamente simpatizante de Adolf Hitler pratica
tiro ao alvo em duas escolas de Aracruz, até então uma acanhada cidade do
interior do Espírito Santo. Indiferente às sucessivas tragédias decorrentes da
cultura da intolerância e do ódio difundida pelos líderes da extrema-direita no
Brasil desde 2013 (sobretudo a partir da candidatura, eleição e posse do
inominável no maior cargo da República), o clã da familícia palaciana não
desiste de sua obsessão por se manter no poder mesmo tendo sido repelida
rotundamente nas urnas.
Entretanto,
vem causando perplexidade até entre os mais desatentos o vazamento da
informação de que os atuais comandantes das três forças deixariam o cargo na
segunda quinzena de dezembro “para não ter que prestar continência” ao
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois do dia primeiro de janeiro de 2023,
quando tomará posse e será o comandante-chefe das Forças Armadas, como estabelece
a Constituição Federal.
Postura,
aliás, no mínimo questionável, caso se confirmar. Diferente da atitude louvável
e altivamente republicana do general Mark Milley, comandante do Estado Maior
Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos que, no fim do desgoverno de
Donald Trump, declarou em alto e bom tom, durante o patético ataque terrorista
ao Capitólio em 6 de janeiro de 2022, que as Forças Armadas de seu país não
iriam avalizar nem embarcariam na aventura golpista preparada pelo tresloucado
picareta que disseminou as ideias da extrema-direita pelo mundo afora,
inclusive no Brasil.
Que
fez política (de guerra) de terra arrasada, que destruiu políticas públicas
constantes da Constituição Federal e que fez ruir instituições republicanas,
ninguém duvida. Esse indisciplinado, despreparado e incompetente ser bizarro
que vem assombrando a nação desde 2019 (e foi mandado para casa por decisão
democrática da maioria do eleitorado nos dois turnos de 2022) fez tudo, menos
governar para a população durante o mandato que teve nas mãos graças às diatribes
daquele que envergonha a toga e de seus sequazes que formaram a republiqueta
(de bananas) da ‘leva jeito’, de triste memória.
Nem
seus comparsas de orgias orçamentárias o acompanharam em seu intento golpista
de afrontar a soberania popular, a despeito da vergonhosa e sorrateira
tentativa de, usando o cargo mais alto da República, impedir acintosamente que eleitores
nordestinos pudessem votar livremente em seu candidato, além da gastança com
compra de votos para reverter a tendência de repulsa de um (des)governo que
aumentou os privilégios da parcela mais avantajada do país desde que o Brasil
se tornou independente.
Por
que, então, os comandantes das três forças (obviamente nomeados pelo inominável
quando, sem qualquer respeito pela antiguidade, trocou os anteriores, escolhidos
entre seus pares no processo de transição em 2019) decidiram correr o risco de
entrar para a história por descumprir o que é mais caro para um militar de
carreira, a disciplina e a hierarquia? Deixar vazar (e não desmentir
contundentemente) a informação de que eles pretendem deixar seus postos antes
da posse do Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva é mais que um flagrante
ato de desobediência, de indisciplina e de quebra de hierarquia: é um atentado
contra os preceitos constitucionais.
Essa
lenda de que ‘eles’ constituem um ‘poder moderador’ não passa de uma tremenda
balela, tal qual o inominável é ‘messias’, é ‘mito’. Está mais para fariseu,
cínico fariseu, que para messias. Foi, a bem da verdade, por meio dessa
acintosa manipulação que as hordas de mefistofélicos se proliferaram pelos
quatro cantos deste país-continente. Mas, ainda que com reservas, as
instituições republicanas, entre elas as três forças, não se submeteram aos
caprichos golpistas do inominável.
Disciplina
e hierarquia, por certo, fazem acatar com discrição e galhardia determinações
constantes da Carta Constitucional, mas jamais rasgar as suas prerrogativas
consagradas no texto escrito durante a celebração cidadã promovida pela
Assembleia Constituinte ao longo de 1987 e 1988. A propósito, o saudoso Doutor
Ulysses Guimarães explicitou com a contundência requerida pela solenidade de
promulgação da Constituição de 1988 que: “Traidor da Constituição é traidor da
pátria. Conhecemos o caminho maldito. Rasgar a Constituição, trancar as portas
do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o
exílio e o cemitério. (...) Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amaldiçoamos a
tirania aonde quer que ela desgrace homens e nações. Principalmente na América
Latina.”
A
geração do Doutor Ulysses Guimarães construiu esse legado sagrado e generoso.
Agora cabe às novas gerações zelar pela manutenção de tamanhas conquistas,
frutos de muito denodo, muita abnegação, muita luta, de bravos brasileiros que
abriram mão de seus melhores anos de Vida para erigir uma obra modelar para a
humanidade. A História, essa grande companheira da humanidade, registrou e
continuará a registrar os passos firmes do generoso Povo Brasileiro, cujas
instituições devem ser preservadas em nome da soberania nacional, popular e
científico-tecnológica. Vida que segue...
Ahmad Schabib Hany