sexta-feira, 11 de setembro de 2020

CHOVE SOBRE SANTIAGO







Filme de Helvio Soto, em produção franco-búlgara, mostra como se processou o golpe sanguinário, coordenado pela CIA e financiado pela ITT, contra o presidente constitucional do Chile, Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. "Chove sobre Santiago" era a senha da resistência para alertar a eventual deflagração de um golpe militar apoiado pelas forças conservadoras aliadas aos estadunidenses, planejadores e financiadores da quebra da ordem constitucional.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

COMITÊ POPULAR PROMOVE MESA SOBRE SAÚDE INDÍGENA E A PANDEMIA NO PANTANAL E FRONTEIRA

 COMITÊ POPULAR PROMOVE MESA SOBRE SAÚDE INDÍGENA E A PANDEMIA NO PANTANAL E FRONTEIRA

 Com a histórica participação de Sônia Guajajara, estudiosos dos povos Guató e Camba, procuradora da República, simpatizantes da saúde indígena, representantes indígenas, da SESAI, CIMI e CNBB, definem-se estratégias para a proteção das populações originárias e tradicionais do Pantanal e fronteira.

Elaboração de termo de cooperação no âmbito do Ministério Público Federal para fazer valer o enfrentamento à pandemia junto às populações indígenas do Pantanal e fronteira. Além disso, formulação de plano de ação intersetorial voltado para os povos originários e tradicionais no Pantanal e fronteira; designação de representante indígena da região de Corumbá e Ladário para a articulação nacional indígena; confecção de projeto a ser executado pelos povos originários da região. Esses são, em síntese, os resultados alcançados de imediato pela mesa de diálogo realizada nesta quarta-feira, 9 de setembro, por meio de plataforma de videoconferência.

Articulação de mais de 30 entidades, movimentos e sindicatos de Corumbá e Ladário, o Comitê Popular de Enfrentamento à Pandemia reuniu a líder indígena Sônia Guajajara, os pesquisadores dos povos Guató e Camba Ruth Henrique da Silva (UFPB) e Jorge Eremites de Oliveira (UFPEL), a procuradora da República Samara Yassine Dalloul, a ex-superintendente da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) em Mato Grosso do Sul Regina Célia de Rezende, o técnico da SESAI na região Elson Fonseca de Almeida, o assessor jurídico do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) Anderson dos Santos e o secretário-executivo do Regional Centro-Oeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Irmão Sílvio da Silva.

Sob a coordenação da Professora Simone Yara Benites da Silva, facilitadora do Comitê Popular e membro da Marcha Mundial de Mulheres; o apoio técnico do Professor Thiago Godoy, coordenador da Pastoral da Comunicação; e a articulação do Professor Anísio Guilherme da Fonseca, do Coletivo Indígena, e da Professora Cristiane Sant’Anna de Oliveira, do Grupo de Trabalho e Estudos Zumbi (TEZ), a reunião foi bastante produtiva. Ficou evidente a fluidez com que se realizou, sem disputas entre os participantes da mesa que, ao contrário, foram construindo coletiva e solidariamente um efetivo plano de enfrentamento à pandemia, a ser formalizado por meio de um termo de cooperação na Procuradoria da República, em Corumbá.

Ao agradecer, em nome do Comitê Popular de Enfrentamento à Pandemia, o Padre Marco Antônio Ribeiro Alves, coordenador da Pastoral da Mobilidade Humana, a todas as pessoas e instituições que se empenharam na realização do evento, como a Procuradoria da República, salientou o papel dos trabalhadores em saúde que estão na linha de frente e dos pesquisadores e suas universidades, como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), esta por meio das Professoras Cláudia Araújo de Lima e Elisa Pinheiro de Freitas, cuja generosidade tem permitido respaldar cientificamente as ações proativas do Comitê Popular.

Ahmad Schabib Hany

terça-feira, 25 de agosto de 2020

DONA SEBASTIANA DA SILVA E MÁRIO MÁRCIO MALDONADO KATURCHI (IN MEMORIAM)

 

Como lidar com tantas perdas nestes tempos de pandemia?

 

Em menos de uma semana, Dona Sebastiana da Silva e Mário Márcio Maldonado Katurchi se eternizaram em meio à pandemia. As famílias queridas de Anísio Guató e de Seu Jorge Katurchi perdem referências que, cada qual ao seu modo, marcaram seu tempo com sua identidade, comportamento e trajetória de Vida. E deixaram um vazio que não será preenchido ao longo de nossas existências...

 

Tempos adversos estes em que vivemos. Na mesma semana em que fomos impactados pela eternização de Dona Sebastiana da Silva, Mãe do Amigo Anísio Guilherme da Fonseca, depois de resistir a uma série de problemas de saúde ao longo dos últimos dois anos, chega-nos a notícia de que o Amigo Mário Márcio Maldonado Katurchi, Filho do igualmente querido Amigo Seu Jorge José Katurchi, depois de sobreviver à covid-19, foi ao encontro das saudosas Dona Anna Thereza, Dona Rosa Maria e Dona Amélia, por causa de sequelas irreversíveis da parada cardíaca que o mantiveram em coma por várias semanas.

 

As duas famílias Amigas vivem o luto em meio a esta pandemia. Anísio está inconsolável. Dona Sebastiana, uma verdadeira Matriarca Guató, nascida, como ele mesmo costuma dizer, à beira do Rio Taquari, e de cujo sagrado ventre trouxe ao mundo uma geração de valorosos pantaneiros, incansáveis resistentes às agressões aos povos originários, à cultura ancestral e ao bioma do Pantanal, como nunca submetido a labaredas criminosas que impunemente incendeiam a diversidade de seres vivos e de culturas tradicionais e contaminam com o veneno das queimadas o ar que respiramos. Com a firmeza da aroeira e a delicadeza das pétalas dos ipês, Dona Sebastiana viverá nos corações valentes dos descendentes dos povos canoeiros do Pantanal, a semear o lindo porvir pelo qual a Matriarca-mor, Dona Josefina Guató, deu a própria Vida.

 

Da mesma forma, Seu Jorge Katurchi, do alto de seus quase 94 anos, está desolado. Sua inabalável devoção por Nossa Senhora e Santa Terezinha foi posta à prova, tamanha a dor da inimaginável separação de Mário Márcio. Nesses mais de dois meses de agonia por notícias do Filho mais novo, sua fé se fortaleceu, trazendo para junto de si Santo Tomás de Aquino e São Francisco Xavier, além de resgatar de sua longeva memória cantigas de ninar que Dona Amélia cantava aos Filhos e Netos, algumas em espanhol, em árabe e em português, e sem esquecer-se do Hino a Corumbá, uma de suas maiores paixões, depois da Família, obviamente. Sábio, Seu Jorge sabe que Mário Márcio agora se tornou saudade e seu dever de verdadeiro Patriarca o chama para o compromisso com José Eduardo, Tereza Cristina, Zequinha, Camila e Marina.

 

Como lidar com tantas perdas nestes tempos de pandemia? O grande mestre Paulo Freire já o disse, que a vida não carece de ensaio. Afinal, não é espetáculo, e não tem marcha à ré. Corações valentes têm direito de chorar, viver o luto, para depois retomar a luta sagrada, em que o amor, e somente o amor, vence, supera adversidades e transforma horizontes nebulosos em manhãs radiantes, em promissão. Que as queridas Famílias hoje enlutadas, de Anísio Guató e de Seu Jorge Katurchi, por meio da imorredoura saudade e da inesgotável fonte do amor ao próximo, possam encontrar a resignação necessária e a esperança nas próximas gerações para, como fênix pantaneira, renascer das cinzas e da dor para celebrar a Vida.

 

Ahmad Schabib Hany

segunda-feira, 13 de julho de 2020

DONA LIANE, SINÔNIMO DE DIGNIDADE...


Dona Liane, sinônimo de dignidade...

A disseminação virulenta do ódio e da intolerância como pano de fundo do assassinato com requintes de crueldade de uma incansável mulher que trabalhou com honradez e dignidade até as horas derradeiras de sua exemplar existência.

Por meio de um telefonema emocionado do Amigo Augusto Antelo, sogro de um parente da vítima, é que recebo a trágica notícia do cruel assassinato de Dona Liane Arruda, a incansável proprietária da Espeteria Darmanceff, há décadas referência de frango assado em Corumbá, e nos últimos anos concorrido “point” para os degustadores do bom espeto pantaneiro.

Como num filme, me reportei ao final da década de 1980, quando vivíamos ainda o caos na economia provocado pelos sabotadores do Plano Cruzado (1986). No mesmo endereço em que se encontra hoje a espeteria funcionava havia décadas o armazém Darmanceff, do ex-sogro de Dona Liane, então recém-casada com Estêvão, para onde fui comprar caixas de água mineral em garrafas pet, pois as distribuidoras de bebidas se recusavam a vender o produto, com preço controlado, ainda engarrafado nas antigas embalagens retornáveis de vidro.

Fui atendido, com a gentileza e educação que marcaram sua existência, pela jovem nora de Seu Darmanceff, a quem sempre fiz questão de chamar de senhora. Os anos passaram mas permaneceram a cordialidade e a discrição, creio que unânimes entre os que tiveram a sorte de haver encontrado uma pessoa que, sem exagero, dignifica a espécie humana, sobretudo nestes mesquinhos tempos de tanto ódio, intolerância e preconceito.

Ao retornar de Campo Grande, em um período em que trabalhei por lá, surpreendi-me quando soube da separação do casal, mas ela continuou firme no batente, cuidando dos filhos, ainda adolescentes. Pouco antes do isolamento social, fiz contato telefônico para que reservasse um frango assado e fui pegá-lo, mas por conta de um contratempo demorei um bocado. Chegando lá, ao pegar minha compra pedi desculpas, ao que ela, com a gentileza que lhe era peculiar, me respondeu que não houve incômodo, pois era a hora da faxina.

Como toda pessoa bem sucedida que lida com produção de alimentos, Dona Liane era generosa, e se demonstrava realizada com o que fazia, com amor e dedicação. Por tudo isso, não é compreensível como alguém, em sã consciência, possa ter praticado um crime cruel, torpe e injustificável. Seja latrocínio ou feminicídio, que cabe à polícia desvendar, não há palavras para definir tamanha aberração, desumanidade e sordidez.

Aliás, desde a eleição e posse daquele que se diz presidente mas não faz mais nada que tuitar o tempo todo, os índices de violência com requintes de crueldade aumentaram assustadoramente. Não só pela sensação de impunidade, mas pela apologia ao crime com que os deslumbrados que, por vias indizíveis, alçaram ao poder não para governar, mas para destruir o Estado Democrático de Direito que nossas gerações levaram mais de duas décadas para conquistar milimetricamente.

Embora não haja relação direta, é óbvio que este contexto de bizarrices anacrônicas dignas da imaginação do saudoso Dias Gomes e sua imortal Sucupira (em “O Bem-Amado”, dos idos da década de 1970) tem contribuído para o desplante de mentes obtusas e pervertidas, ávidas de sangue, entre os pretensos justiceiros, em sua maioria praticantes de um fundamentalismo religioso que em nada segue o legado de Cristo, de oferecer a outra face em vez de praticar a lei de Talião, do olho por olho, dente por dente.

Descanse em paz, Dona Liane, e que seu exemplar legado de integridade, honradez e dignidade permaneça vívido e palpitante nos corações, mentes e atitudes destas e próximas gerações, encorajando mulheres de garra a continuar as conquistas infindáveis por uma sociedade melhor, em que a mulher não só seja protagonista, mas respeitada e efetivamente protegida, material e humanamente.

Ahmad Schabib Hany

quarta-feira, 24 de junho de 2020

ATO DE LANÇAMENTO DO COMITÊ POPULAR DE ENFRENTAMENTO À PANDEMIA


ATO DE LANÇAMENTO DO COMITÊ POPULAR DE ENFRENTAMENTO À PANDEMIA

Nesta quarta-feira, dia 24 de junho, às 17h30m, o Comitê Popular de Enfrentamento à Pandemia será lançado. É iniciativa de um coletivo de entidades, movimentos, espaços públicos não estatais e demais organizações da sociedade civil de Corumbá e Ladário (lista abaixo).

O objetivo é fortalecer a contenção da pandemia, em razão da baixa adesão da população e o crescimento vertiginoso de infectados pela covid-19. Além da mobilização de diferentes setores que se somarão ao fortalecimento das medidas restritivas determinadas pelas autoridades sanitárias do município e do estado, iniciativas de solidariedade aos segmentos vulnerabilizados e campanhas de educação popular permanente estão sendo planejadas, tomando o maior cuidado e usando a tecnologia e o distanciamento social para a sua realização.

O manifesto constitutivo, que será aprovado mediante manifestação no ato de lançamento, segue abaixo, como minuta (sujeita a eventuais alterações).

Contatos: Professora Cristiane Sant’Anna de Oliveira (whatsapp +55 67 8466-2812)


Manifesto da Comissão Pró-Comitê Popular de Enfrentamento à Pandemia

Nascida da inquietude cidadã dos/as integrantes das entidades, movimentos, coletivos, comunidades religiosas, espaços públicos não estatais e lócus signatários deste manifesto constitutivo, o Comitê Popular de Enfrentamento à Pandemia vem se somar às iniciativas de contenção e de combate à pandemia da covid-19 que tentam desesperadamente pôr fim à crescente perda de dezenas de milhares de vidas, acometimento de centenas de milhares de pessoas e mudança de comportamento aos mais 210 milhões de habitantes que conformam a população brasileira.

Somos cidadãos/ãs das mais diferentes atividades profissionais e segmentos sociais, sinceramente preocupados/as e motivados/as única e tão somente com a preservação da Vida e da dignidade de nossos semelhantes em Corumbá e Ladário (MS), sem perder de vista nossa condição de região fronteiriça, no coração do Pantanal e da América do Sul, que desde sempre acolheu todos os povos, vindos dos mais diferentes lugares do planeta, com suas culturas, tradições, crenças, concepções e propósitos.

Nestes dias difíceis impostos pelo novo coronavírus, em que precisamos cumprir com o isolamento/distanciamento social até como demonstração de nosso amor ao próximo, a maior demonstração de solidariedade e de empatia pela humanidade não é outra que a partilha de nossa esperança e determinação de que seremos capazes de superar, com serenidade e respeito ao próximo, este verdadeiro tsunami planetário.

E entendemos que isso se traduza com gestos simples, mas efetivos, de acolhimento aos/às mais vulneráveis: migrantes, pessoas em situação de rua, desempregados/as, ambulantes, camelôs, populações tradicionais (ribeirinhos/as e pescadores/as), povos originários (Guató, Ayoreo, Chiquitano), agricultores/as familiares (assentados/as e colonos/as pantaneiros/as), feirantes, microemprendedores/as e pequenos/as comerciantes que têm em suas atividades diárias seu digno sustento, a sobrevivência de si, dos/as seus/uas e dos/as que estão em volta.

Solidariedade jamais será uma palavra vã: ela traz em si histórias, atitudes e gestos sinceros de apoio incondicional, de zelo pelo bem comum, por tudo aquilo que, por ser de todos/as, parece não ser de ninguém. É em momentos críticos como este que nos damos conta que não há riqueza maior que o nosso povo, a vida de todos/as e, sobretudo, as mãos dadas de uns/umas com os/as outros/as e todos/as por todos/as.

Viemos para somar fé na humanidade, amor ao próximo, esperança no caminhar coletivo e certeza no amanhã alicerçado em um presente de comunhão, sinceridade e efetivo compromisso com aquele/a nosso/a irmão/ã que no silêncio cala sua dor, seu desespero, sua angústia pela falta de um pão, um remédio, uma acolhida. E as vítimas da violência doméstica, mulheres e crianças/adolescentes, que aumentaram com as necessárias medidas de isolamento/distanciamento a que estamos submetidos/as.

A Vida hoje nos conclama a sairmos do conforto, do descaso, da indiferença. A vermos o/a outro/a, o/a sem voz e sem vez, o/a silenciado/a, o/a de fora e o/a de dentro. A dor da fome tem nome, endereço, mas nos acostumamos a não enxergá-la, a tratá-la como intrusa. Se pensarmos bem, os/as intrusos/as somos nós, porque com nossa indiferença a cumplicidade com a dor, a miséria, a indigência, nos torna tão intrusos/as quanto os/as que as promovem, com a nossa própria complacência.

Queremos contribuir afirmativamente para o cumprimento das medidas de contenção do contágio pela covid-19. Entendemos que solidariedade não se limita à urgente entrega de donativos, mas à conscientização de que a Vida dos/as mais vulneráveis nos importa muito, e por isso receberão as orientações para se proteger da pandemia e também proteger os seus direitos.

A Vida é mais que direito, é princípio de direitos, como disse Norberto Bobbio. Por meio da educação popular, de atividades da cultura e da ação permanente estaremos contribuindo para que cidadania deixe de ser qualquer palavra e se torne sinônimo de atitude, solidariedade. Não esqueçamos Herbert de Souza, da Ação da Cidadania contra a Fome e pela Vida, que em 1992 nos advertiu: “Não basta dar um prato de comida, é preciso ser cidadão para conferir cidadania ao ser humano excluído.”

Muitos/as de nós estiveram nos movimentos da Constituinte de 1988, na construção do Sistema Único de Saúde (SUS), da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), do Estatuto do Idoso, do Estatuto das Cidades, do Plano Nacional de Políticas Públicas para a Mulher, do Estatuto da Igualdade Racial, das leis de inclusão sociais, educacional, racial e cidadã. Por isso, também, estaremos para defender o controle social dessas políticas públicas, como dever do Estado e direito do cidadão. Nosso compromisso é com a Vida, é com o Estado Democrático de Direito.

Corumbá (MS), 20 de junho de 2020.

Comitê Popular de Enfrentamento à Pandemia

Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF)
Sindicato Municipal de Trabalhadores da Educação de Corumbá (SIMTED)
Associação dos Docentes da UFMS – Seção Sindical (ADUFMS)
Federação dos Trabalhadores em Educação de MS (FETEMS)
Arquidiocese de Santa Cruz de Corumbá
Grupo Argos de Teatro
Observatório da Cidadania e dos Direitos Humanos Dom José Alves da Costa
Trabalho e Estudo Zumbi (TEZ)
Associação Corumbaense de Pessoas com Doença Falsiforme (ACODFAL)
Marcha Mundial de Mulheres (MMM)
Sindicato Nacional de Servidores de Escolas Federais (SENASEFE)
Movimento Indígena Guató
Trio Aroeira’s
Coletivo Feminista Classista Helieth Saffioti
Instituto de Mulheres Negras (IMNEGRA)
Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM)