'METODOLOGIA' DA LAVA JATO RESSUSCITADA PELA MÍDIA CORPORATIVA
Ao não serem condenadas e punidas exemplarmente, a quadrilha da Lava Jato e a mídia corporativa, cúmplices de todas as ilicitudes praticadas pelos capangas de Moro e Dalagnol para destruir a soberania brasileira entre 2014 e 2018, voltam ao uso criminoso dessa prática, desta vez com maior acinte, para desmoralizar o STF e o pouco que resta da proteção do Estado Democrático de Direito e blindar banqueiros e seus vínculos nada 'éticos' com organizações criminosas, igrejas mercantis e os corruptos políticos do centrão e seus 'irmãozinhos' da extrema-direita.
O caso do Banco Master expõe as vísceras de um conluio entre os 'éticos' banqueiros da Faria Lima, os corruptíssimos políticos do centrão (inclusive os 'viúvos' do psicopata delinquente que foi para a 'papudinha', que diziam não querer se misturar ao centrão -- igual à 'Dona Boneca' do Professor Raimundo, que só pensava 'naquilo' --, entre eles Tarcísio de Freitas), igrejas neopentecostais que funcionam como franchising e como fintechs, o crime organizado (poderosíssimas organizações que hoje controlam, graças a ex-ministros civis e militares do inominável, todo o país) e os 'meretríssimos' que ficaram sem seu 'mestre' e sua 'conja', mas, ávidos, estão com sangue nos olhos para continuar a perpetrar suas maldades, ainda impunes.
Quem desmascarou com maestria jornalística foi o competente Jornalista Luis Nassif, pós-graduado na redação do saudoso Mino Carta quando dirigia a histórica 'Veja', em que o também saudoso Paulo Henrique Amorim trabalhou e teve aguçado o faro de repórter inigualável. Pena que as novas gerações estejam privadas de redações como aquelas, verdadeiras escolas de Jornalismo. Hoje seres limitados, por saberem 'puxar saco' do patrão, são guindados à chefia, para desinformar. De nada adianta ostentar sua (sic) gradação e seu mestirado ou doutarado, que expõem como que precisassem blindar a sua mediocridade cidadã, comportamental e jornalística.
Será preciso desenhar? O tal 'vazamento' de documentos e falas em reuniões fechadas dos membros do STF, em que só tem acesso quem é togado ou assessor, já tem autoria identificada, em razão da, digamos, 'inconfidência' de um ex-feitor da finada 'Veja' do tempo crepuscular da terceira geração dos Civita. Hoje editor de um portal da extrema-direita, o 'profiça' (com 'c' cedilhado, por favor!) 'revelou', em tom desafiador, como obteve e por meio de quem os tais vazamentos. Se antes da Lava Jato era meritório que o repórter conseguisse informações reveladoras, hoje, com base nos 'furos' 'casados', em que juízes e promotores / procuradores lava-jatistas davam (dão?) pistas do que estavam por 'descobrir' ou 'tornar público'. Tudo combinado com os patrões, e os 'profiças' 'competentes' (com o sotaque do Maluf, lembram-se?) se tornaram celebridades...
Tão logo a Polícia Federal anunciou a operação que expôs os vínculos criminosos daquilo que o Banco Central de Campos Neto -- aliás, do inominável e execrável que só chegou à presidência por meio de dois golpes, o de Eduardo Cunha que depôs Dilma e o de Sérgio Moro et caterva que aprisionaram Lula para tirá-lo da disputa em 2018 -- celebrou como fintechs, uma epidemia de bancos 'virtuais' foi disseminada, sempre com o discurso embolorado de que o mercado é auto-regulável (e que o cliente se ferre). Quem pensou que só o Metrolas Pederneira estava procurando fazer uma cortina de fumaça com a sua (toc, toc, toc!) 'peregrinação' -- supostamente em solidariedade a seu mestre e senhor psicótico -- errou feio.
Metrolas é cria daquele famoso maior 'doador' -- investidor, na verdade: "é dando que se recebe" --, misto de 'pastor', 'banqueiro' e 'comunicador' ('modesto' seguidor e aprendiz de Silas Malassarna e Emir Maucheiro na sua Lagoazinha) sempre pronto para generosamente 'turbinar' as campanhas do Bozo e do Tarcísio. Feito o rombo, a ser pago com dinheiro público, todas as corporações midiáticas e financeiras (algumas são as duas coisas, como Globboels, Fechol pós-Civita, Estradão e Falha Nostra, por exemplo) se articularam com a mesma estratégia da Lava Jato e partiram para a 'cachoeira' de fumaça. Se o STF mantiver firme sua investigação, vão partir para a descredibilização da corte, ainda que seja ela a última trincheira a defender o Brasil e o Estado Democrático de Direito dos golpistas predadores, que não são apenas os que estão atrás das grades ou com tornozeleiras -- tem peixe grande e até tubarão impune, inclusive na Faria Lima e em muitas governadorias...
As elites, sejam brasileiras ou anglo-sionistas, nunca foram afeitas à democracia. Apenas usam -- na verdade, usaram, no pretérito -- como retórica para opor-se às tentativas de emancipação de nações que começam a 'pôr as manguinhas de fora' e aí o 'tio Sam' (hoje tio pedófilo, ousado e malvado) se zanga, defeca algumas toneladas de bombas 'cirúrgicas' para aplicar-lhes o 'corretivo', como faz com a Venezuela e Cuba, e fez com Granada, Panamá, Síria, Líbia, Iraque, Honduras e até com o Brasil quando Dilma era presidenta e teve seu mandato saqueado por reles semianalfabetos chegadinhos a coitos turbinados 'y otras cositas más'... (Também temos arquivos/rede Epstein tropical, na 'caixa amarela', não é, sanador? Sua hora vai chegar!)
Só com a mobilização das camadas populares é que essas intentonas golpistas em série poderão ser desmanteladas. Chega de ficar à espera de que os Merdinho, Mosquita e Geladinhas se tornem sinceramente democráticos, ou que o agente laranja pedófilo declare seu amor por Lula e dê um chega pra lá nas lesmas vira-latas que vivem a se rastejar em sua mansão mal-assombrada. É hora de definir uma estratégia bem consistente para barrar as inesgotáveis tentativas de golpear nossa frágil democracia -- que para ser digna do nome precisa ouvir as camadas populares sempre --, porque os interesses dessas oligarquias, desde o tempo da metrópole colonial, são os mesmos, e jamais vão querer abrir mão de suas benesses.
Saudades do tempo em que Jornalista cobria fatos, pois hoje o patrão o manda -- e ele obedece -- 'encobrir' fatos e inventar narrativas. Parece que a mal-interpretada Escola dos Annales, da História, desembarcou com tudo nas graduações de Jornalismo. Felizmente os gloriosos pesquisadores e docentes de Letras e da Educação são os bastiões do extraordinário legado do Iluminismo ocidental, em que o método desenvolvido por René Descartes e contemporâneos resiste à avalanche e ao desmonte do pós-modernismo decadente, junto com a embolorada 'civilização', cujos representantes na atualidade cultuam o tal 'baal' em 'celebrações', orgias, coitos e canibalismo, próprios de seu comportamento predador.
Não se trata apenas de encobrir os vínculos nada republicanos entre os financiadores de campanha do centrão e da extrema-direita, em que o Master é a ponta do iceberg. Lula, desde sempre, incomoda esses senhores que fedem bolor e tubaína, apesar de usarem perfumes importados. Dois ministros na corte nomeados pelo inominável tomando conta do processo eleitoral (e um deles agora responsável pelo caso Master no STF) e diversos 'viúvos' da Lava Jato espalhados pelas várias comarcas neste país-continente, além do psicopata pedófilo a ameaçar os que ousarem posicionar-se na defesa da soberania e do multilateralismo, como Lula. As oligarquias que tomam conta dos bancos e da mídia, desesperadamente ansiosas para protagonizar novo golpe, acuando os ministros do STF e as poucas personalidades ainda dignamente decididas a defender as conquistas da democratização, entre 1984 e 1988, e a sua efetivação em políticas de Estado em 1993/1994 e em 2003/2016.
Nos idos de 1969, diziam Gilberto Gil e a saudosa Gal Costa, em "Divino, maravilhoso", "é preciso estar atento e forte / Não há tempo de temer a morte..." Em 1950, tentaram golpear e impedir a posse de Getúlio Vargas, velho conhecido deles. Em 1954, depois de finalmente conseguir acabar com Getúlio, tentaram fazer o mesmo com Café Filho, refém da direita. Em 1956, na posse de Juscelino Kubitscheck, só não foram vitoriosos em seu intento golpista graças à postura honrada do Marechal Henrique Teixeira Lott, militar verdadeiramente patriota. Em 1961/1962 não se cansaram de tentar depor João Goulart, por todas as formas, mas as forças populares estavam alertas; mesmo assim foram neutralizadas em 1964, recorrendo a todas as formas de pressão, inclusive a ameaça de invasão por tropas dos EUA, cujo porta-aviões estava nas imediações do território brasileiro.
Uma vez golpistas, sempre golpistas. Como foi, aliás, que essas oligarquias 'venceram na vida'? Competência, meritocracia, capacidade? A propósito, qual era a renda dos Merdinho em 1925, quando deu à luz seu vespertino porta-voz de ditadores? E dos Mosquita em 1891, quando o patriarca, reles empregado, vira subitamente dono do jornalão? E dos Geladinhas em 1962, antes de seu patriarca comprar com seu sócio Chaleira Trilho as ações da velha e provinciana Falha Nostra, com relevantes serviços prestados aos crimes do Doi-Codi na 'Operação Bandeirantes', a famigerada Oban?
Nada de 'clava forte'. Não tem jeito: "é preciso estar atento e forte", como a genial e corajosa geração que enfrentou os cães da ditadura o fizeram com altivez e galhardia.
Ahmad Schabib Hany
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