quinta-feira, 30 de maio de 2024

Especial: Centenário de Jânio Quadros no #ProgramaDiferente


CENTENÁRIO DE JÂNIO DA SILVA QUADROS - PROGRAMA DIFERENTE - TV FAP

1 de ago. de 2017

No ano do centenário do nascimento de Jânio Quadros (que renunciou à Presidência da República em 25 de agosto de 1961), com o presidente Michel Temer denunciado por corrupção e exatamente um ano após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que será que nos aguarda em 2017 o mês que é tradicionalmente marcado por acontecimentos trágicos e mudanças radicais que causam alvoroço entre os mais supersticiosos? O suicídio de Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954; a renúncia de Jânio Quadros; a morte de Juscelino Kubitschek em 22 de agosto de 1976; a renúncia do presidente norte-americano Richard Nixon em 9 de agosto de 1974; a morte de Miguel Arraes em 13 de agosto de 2005 e do seu neto Eduardo Campos nove anos depois, na mesma data, em 13 de agosto de 2014; e o impeachment de Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016 são alguns dos acontecimentos emblemáticos da política no oitavo mês do ano. Para abrir o mês de agosto, este especial do #ProgramaDiferente se concentra no centenário de Jânio da Silva Quadros, nascido em Campo Grande, no então estado de Mato Grosso e atual capital do Mato Grosso do Sul, em 25 de janeiro de 2017. Vereador de São Paulo, deputado estadual, prefeito duas vezes, governador e presidente por menos de oito meses, de 31 de janeiro a 25 de agosto de 1961, Jânio ainda hoje é um dos personagens mais singulares e controvertidos da política brasileira. É perturbador de tão atual. Assista.

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Música1 músicas

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A Minha Renúncia

CARNAVAL

Carnaval de Graça 1962

Link do vídeo no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=PtB54RCpSDA

(Raríssimo) Globo Repórter - 20 anos da renúncia de Jânio (1981)

terça-feira, 28 de maio de 2024

JOAQUIM PARTIU... (Armando Arruda Lacerda)

Joaquim partiu...

Crônica de Armando Arruda Lacerda em homenagem a Joaquim Eugênio Gomes da Silva Jr., Irmão de Augusto César Proença, eternizado segunda-feira, dia 27 de maio, em Campo Grande.

Que pena, perdemos um inesquecível companheiro de toda a vida.

Desde 1961, meninos no 1º ano B do Colégio de Dona Natércia, Professora Carolina, trilhamos juntos caminhos parecidos.

Velhos, nos reencontramos nos escritos e na poesia...

Os meus, garranchentos feitos cipó de arraia; os dele puros, limpos, hai-kais sintéticos e belíssimos.

Mas era nas caricaturas onde melhor expressava seu gênio, o seu lápis desenhava nossos mais recônditos pensamentos nas linhas de nossa própria face, verdadeiro dom de Deus, esse enxergar coisas.

Seus amigos guardarão, junto com as suas poesias e caricaturas, inesquecíveis momentos em que deixava a timidez de lado e nos brindava com verdadeiros shows ao piano, teclado, sanfona ou em imitações dignas de um Oscar.

Partiu Joaquim, leva com ele muito da beleza e dos segredos que todo menino pantaneiro aprendeu pelos terreiros das velhas fazendas do Pantanal.

Descanse por hora, Joaquim, e depois, vá ajeitando um retirinho, com redes e bancos à sombra de alguma fruteira aí no céu, para que nos reunamos novamente, meninos pantaneiros pela eternidade, felizes onde o tempo e o espaço se curvam e se tocam...

Como lembrança, deixo o último poema que compartilhou, falando das agruras do tratamento a que se submetia:

Raio laser

Estava o fogo contido, preparado em pouco espaço,

Quem dera ter sido fabricado

Como se fabrica um vidro!

Mãos suaves no gatilho: duras pedras explodindo,

Fabrico de cores,

Bem longe das belas flores,

Vaga-lumes vão subindo!

Joaquim Eugênio Gomes da Silva Jr, eternizado hoje, aos 69 anos, em Campo Grande, MS.

Armando Arruda Lacerda

50 ANOS SEM RAMDA LARAMA

50 anos sem Ramda Larama

Admar Assaf Amaral, o singular jornalista, radialista e cronista social Ramda Larama, se eternizou em 3 de junho de 1974, mas sua memória permanece incólume meio século depois.

A notícia sobre a eternização do comunicador Ramda Larama, como era conhecido o jornalista, radialista e cronista social Admar Assaf Amaral, calara a irrequieta e palpitante Corumbá, cujo cosmopolitismo ainda era pulsante e reverberava pelos quatro cantos do gigante Mato Grosso, ainda não esquartejado pelo regime de 1964, na ânsia de esticar os seus dias por meio de meia dúzia de parlamentares situacionistas da nova unidade.

Já dissera o saudoso Repórter de faro ímpar e grande Jornalista Luiz Gonzaga Bezerra que antes de aportar à Corumbá de seus grandes desafios, nos anos do Consórcio Corumbaense de Comunicação e da Folha da Tarde, ouvira a imponente voz de Jota Aguilar em Cáceres quando fazia uma reportagem na cidade-irmã de Corumbá, pelas ondas da Rádio Difusora Mato-grossense, uma das razões para ter escolhido a Cidade Branca.

E foi nas ondas da Pioneira, a mais antiga emissora de rádio do sul de Mato Grosso, que o já renomado jornalista e cronista social Ramda Larama fez a sua carreira de sucesso na radiofonia. Muitos o conhecem por sua coluna Um encontro com Ramda Larama, em O Momento da década de 1970, mas duas décadas antes já luzia seu modo singular de narrar o cotidiano da elite corumbaense no decano da imprensa mato-grossense, a Tribuna, fechado na semana do golpe de 1964 pelos vínculos trabalhistas de parte dos diretores.

Ao lado do Poeta e Professor Clio Proença, apresentara Os brotos comandam, na Rádio Difusora Mato-grossense, que além de revelar novos talentos para a interpretação musical servia para ‘garimpar’ colegas, como a professora de balé e dança contemporânea Sônia Ruas, Mãe da incansável Márcia Rolon, com quem passou a apresentar o programa. E fez o mesmo com a Professora Marluci Brasil, sempre com Clio Proença e suas crônicas únicas, em Janela Aberta para a Cidade, programa de maior audiência na história da radiofonia, na mesma emissora, até se eternizar, 50 anos atrás.

Recentemente, o Jornalista Edson Moraes, ao lado dos igualmente renomados Radialistas Gino Rondon e Admir Lobo -- todos eles revelados nos anos 1970 --, anunciou um projeto de resgate de Janela Aberta para a Cidade, em que contará com a participação das Professoras Marluci Brasil e Sônia Ruas. Será uma merecidíssima homenagem ao grande radialista Ramda Larama em seu cinquentenário de eternização.

Reproduzo, para concluir, a homenagem feita no O Momento a propósito do primeiro ano da eternização de Admar Amaral, resgatada pelo Historiador e Professor Waldson Corrêa Diniz em sua tese de doutorado na USP (Universidade de São Paulo), “Los hermanos bolivianos: representações nos jornais corumbaenses (1938-1999)”, defendida em 2014, cujo foco é como os bolivianos são apresentados nos jornais de Corumbá no período de 61 anos do século XX, uma obra imperdível para quem se interessa por Jornalismo, História e Fronteira:

A Ramda Larama

Exatamente um há ano despedia-se de nós ADMAR AMARAL, nosso querido RAMDA LARAMA. Era o chamado da morte.

Que a gente nunca entende. E sempre faz sofrer, que só se consola um pouco se a gente busca a fé, pra dizer-nos que nada passa, que o bem permanece, que a vida continua, não sabemos de que forma, mas continua.

E por uma dessas coincidências que estranham a gente, o dia amanheceu hoje com a mesma tristeza, o mesmo vestido cinzento, um pranto mal velado... como no ano que passou.

Como se a natureza entendesse das coisas da gente, entendesse da ausência, de saudade e de aniversário de coisas doloridas.

Admar Amaral, um nome, uma lembrança, uma prece, um apelo, uma presença ainda... Na memória de todos os que souberam conhecê-lo e ler a beleza e a profundidade de seu coração sensível a todas as coisas belas.

Pra quem sabe valorizar o sentido das coisas e ler os acontecimentos, Admar Amaral foi um exemplo.

Sua palavra amiga, sua dedicação à imprensa, seu amor pela arte e por tudo o que envolvia Corumbá, num ano de ausência não podem ser esquecidos...

E daqui enviamos nossas homenagens póstumas a Admar Amaral, nossa mensagem de carinho, nossa palavra, agradecimento, transmitidas pela voz da saudade...

Admar Amaral, Ramda Larama, nosso amigo. Na forma em que você vive ou na fé, ou na lembrança, ou na arte que difundiu entre nós, hoje como ontem recebeu uma lágrima como presente.

[O Momento, 5 de junho de 1975. Em “Los hermanos bolivianos: representações nos jornais corumbaenses (1938-1999)”, páginas 58 e 59, nota de rodapé 143, tese de Doutorado do Professor Waldson Luciano Corrêa Diniz, em História Econômica pela USP, 2015.]

Matutino fundado em 1944 por udenistas (entre eles o advogado e pecuarista Cássio Leite de Barros), O Momento integrou o Consórcio Corumbaense de Comunicação, idealizado pelo advogado e pecuarista José Feliciano Baptista Neto, que foi sócio e diretor da Folha da Tarde, vespertino fundado em 1956 por pessedistas (entre eles o médico e professor Salomão Baruki), e da Rádio Difusora Mato-grossense até a dissolução do consórcio, que teve como principal avalista Filinto Müller até sua morte, em julho de 1973 (além do Correio de Corumbá, semanário dirigido pelo professor Walmir Coelho, que o adquirira do fundador, advogado e deputado federal Vicente Bezerra Neto, trabalhista, sócio também do Tribuna, fechado após o golpe de 1964). Na época da publicação desta homenagem, o diretor de O Momento era Nelson Dias de Rosa, o célebre cronista social Naudiley, cuja coluna Naudiley e seus Satélites, sempre na última página do matutino, durante décadas narrou o cotidiano da elite corumbaense e ladarense, em substituição à de Ramda Larama.

Ahmad Schabib Hany

sábado, 25 de maio de 2024

Alegria, Alegria ~ Caetano Veloso e os Beat Boys 1967


A virada de Alegria, Alegria no III Festival de MPB da Record, em 1967, com depoimentos de Nelson Mota e Caetano Veloso.
O nome correto do conjunto de rock que acompanhou Caetano no festival é "Beat Boys", formado por músicos argentinos que moravam no Brasil e participaram da Tropicália, movimento liderado por Caetano e Gilberto Gil.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Canoeiro Guató: breve registro da história da música em homenagem ao pov...


Compartilhado do canal do Professor Doutor Jorge Eremites de Oliveira. Composição do Professor Doutor e Maestro Sérgio Pereira, com arranjos de Alexander Onça e acompanhamento de Ailton Costa.

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Comitê pela Reativação do Trem do Pantanal apresenta objetivos e cria núcleos (Jornalista Nelson Urt)

Comitê de Revitalização da Ferrovia e Reativação do Trem do Pantanal apresenta objetivos e cria núcleos

Artigo do Jornalista Nelson Urt sobre a primeira reunião de rearticulação do Comitê pela Reativação do Trem do Pantanal.

Os primeiros passos para recolocar o Trem do Pantanal nos trilhos começam a ser dados. Vão dizer que é uma utopia. Mas, como disse certa vez Eduardo Galeano, são as utopias que nos fazem caminhar.

Com oito participantes presenciais e mais de 100 online na live, a reunião do Comitê Permanente de Revitalização da Ferrovia em MS e Reativação do Trem do Pantanal e do Cerrado para cargas e passageiros, no dia 21 de maio de 2024, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SIMTED Corumbá), serviu para apresentar para a população da fronteira o objetivo geral e os objetivos específicos, além de adicionar novos elementos e propostas neste debate que promete ser bastante amplo.

O objetivo geral é a criação do Movimento Estadual pela Volta do Trem aos Trilhos de Mato Grosso do Sul, para transportar cargas e passageiros. Entre os objetivos específicos está inserida a revitalização da Ferrovia e a reativação do trem nos trechos de Três Lagoas e Corumbá até o porto intermodal de Ladário, no ramal de Campo Grande a Ponta Porã, Itahum (Dourados) e Porto Esperança (Corumbá).

Mais: o Comitê está empenhado no fortalecimento da Associação dos Ferroviários Aposentados, Pensionistas Idosos e Anistiados do Pantanal (AFAPIP); na reorganização das associações de moradores dos imóveis históricos das vilas ferroviárias de Mato Grosso do Sul; na criação do Museu de História da Ferrovia em MS; e no apoio à reorganização e reestruturação do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras da Ferrovia de Mato Grosso do Sul.

Na reunião foram criados os Núcleos de Articulação, de Mobilização e de Comunicação, que ao longo da luta poderão receber novos integrantes. Houve o indicativo da data de 13 de Junho (feriado da Retomada em Corumbá e dia de Santo Antônio em Campo Grande), na sede da AFAPIP, em Aquidauana, para a próxima reunião.

Nelson Abnur Urt

Jornalista