A hipocrisia, a família e a história
'Finjo que pago seu salário, Você finge que trabalha, e como é dinheiro público devolve tudo para mim, e então lhe passo um trocado.' Sempre em nome da família, a 'célula-mater da sociedade', e que o povo (isto é, a humanidade) se dane...
"Me engana que eu gosto" era o título original deste texto indignado, mas fiz alterações para registrar, mesmo em cima da hora, alguns fatos que acontecerão na próxima semana, por cuja descrição inicio esta modesta e sincera reflexão.
Na terça-feira, dia 14 de abril, às 19h, será lançado, na Biblioteca Estadual Dr. Isaías Paim, em Campo Grande, o livro "Lucy Citti Ferreira: A pintora esquecida do Modernismo" (Editora Patuá), da consagrada Jornalista e Escritora Mazé Torquato Chotil. Por meio do Amigo e Professor Gilberto Luiz Alves tive a oportunidade de conhecer a outra face da consagrada Jornalista Mazé Chotil (colaboradora da extinta revista Carta Maior), gloriadouradense cidadã do mundo e à frente de seu tempo. Retorna ao Brasil para pesquisar sobre o legado da Professora e Pesquisadora Maria da Glória Sá Rosa, bem como lançar a sua mais recente obra, resultado de extenuante pesquisa sobre a musa do pintor Lasar Segall e pintora modernista desconhecida do público brasileiro que passou mais da metade de sua vida em Paris, onde Mazé mora há décadas também.
Na semana posterior à que o Presidente Lula sancionou a lei que institui o Dia Nacional de Proteção às Mulheres Indígenas (a ser observado todo 5 de setembro) para implementar o combate à violência contra meninas e mães originárias por feminicídio, etnocídio e ecocídio, o incansável Professor Anísio Guató, reconhecido interlocutor do Movimento UFPantanal, mediará importante momento alusivo à necessária reflexão/efetivação sobre o direito à vida e à memória dos povos originários em nossa região, a ser realizado na sede do Moinho Cultural Sul-Americano, Porto Geral, em Corumbá, dia 16 de abril, a partir das 13h30m, com Allan Chiquitano, Celinho Terena e Lilia Guató.
Não dá para esquecer que, diferente de seu antecessor, foi o Presidente Lula que fortaleceu a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e a Sesai (Secretaria Executiva de Saúde Indígena) e implantou o Ministério dos Povos Indígenas, o qual em três anos e três meses conseguiu o que em décadas nenhum governo havia conseguido: mais de 3,7 milhões de hectares de terras legalmente asseguradas às populações indígenas, mediante a homologação de 20 terras indígenas, declaração de 21 terras indígenas, constituição de 31 reservas indígenas, constituição de 48 GTs de identificação e delimitação de terras indígenas e 18 relatórios de identificação e delimitação de terras indígenas, segundo dados do Ministro Eloy Terena, substituto da Ministra Sônia Guajajara, que reassumiu seu cargo na Câmara dos Deputados.
O passado dia 7 de abril -- que sempre o celebramos com pioneirismo em Corumbá como Dia Mundial da Saúde e, mais tarde como aniversário de Dona Marisa Letícia Lula da Silva (eternizada há nove anos, sob as cruentas e insidiosas perversidades de dois marionetes do Departamento de Justiça da Casa Branca, Urinol e Mofo), e a partir de 2018 como o humilhante dia da operação de 'captura' cinematográfica do Estadista que o Brasil levou cinco séculos para ofertar à humanidade -- foi o dia em que o narciso pedófilo comandado pelo genocida contumaz ameaçou a nação iraniana de exterminá-la com o uso de seu sinistro arsenal nuclear. Foi quando, o Papa Leão XIV, o único chefe de Estado a condenar ipso facto esse nauseabundo criminoso e seu adestrador covarde que está escondido em um bunker de Tel Aviv, recebeu ameaças explícitas da sede de desgoverno do império decadente e do Knesset. Nem assim a sabuja mídia corporativa brasileira registrou esse fato grave, pois, além de chefe de Estado, o Papa Leão XIV é Sumo Pontífice da Igreja Católica, a mesma cujo Patriarca de Jerusalém foi impedido de realizar missa na Sexta-feira da Paixão na igreja do Santo Sepulcro, no lado oriental de Jerusalém, oficialmente Palestina desde que, em 1947, a ONU teve a vergonhosa decisão, com o voto de minerva do representante brasileiro Oswaldo Aranha, de criar esse monstrengo que ameaça toda a humanidade.
Enquanto anônima e abnegadamente cidadãs e cidadãos como Mazé Torquato Chotil, Anísio Guilherme da Fonseca Guató e Gilberto Luiz Alves, entre outros igualmente dignos, tentam construir a necessária história da humanidade, vitimada pelos verdugos que se sucedem há séculos sob a aura de paladinos da civilização e do progresso, o cinismo grosseiro e vulgar dos bizarros empoderados destes sórdidos tempos -- como Trump e Netanyahu -- encontram 'inocentes úteis' como Tábata Amaral para servir de marionetes de seus nefastos e inconfessáveis interesses.
O mais triste é que não só na direita há serviçais do sionismo, que se prestam a um perverso papel perante a história. Filiada ao PSB de Arraes desde 2021, a deputada foi eleita pelo PDT de Brizola em 2018, mas nunca escondeu seus laços com a Fundação Leman, cujo fundador é abertamente vinculado ao lobby sionista. Com muito denodo, setores da sociedade realizam mobilizações de fazer inveja aos históricos movimentos das décadas de 1960, 1970 e 1980, personagens medíocres de perfil carreirista se valem da pauta progressista e usam seu mandato como moeda de troca em negócios que ruborizariam até os pragmáticos parlamentares da luta contra a ditadura.
Em uma ação pendular que alterna o cinismo despudorado e a 'santa' hipocrisia, os serviçais dos inconfessáveis interesses que alimentam verdadeiros parasitas desta sociedade decadente -- basta vermos as intensas orquestrações rumo aos depravados propósitos da agenda Epstein mundo afora ou aos 'eventos' feitos pelo criminoso ex-magistrado de Curitiba para chantagear seus 'patos' em todas as instâncias dos poderes constituídos e prostituídos e assim poder atingir seus pérfidos objetivos, sobretudo a indústria naval e de infraestrutura brasileira, criminosamente destruída pelo marreco maringaense, um miserável recalcado que já deveria estar atrás das grades acompanhando seu cúmplice em diversos crimes.
Grupos corporativos de mídia em cujo fétido passado se prestaram ao transporte das vítimas dos torturadores do DOI-CODI e que até hoje acintosamente desinformam quando não se prestam ao papel de 'justiceiros', sempre em nome do mercado e da 'sagrada' famiglia -- por isso entendam-se as verdadeiras organizações criminosas que têm carta-branca para agir em parceria com os cínicos 'legalistas', os 'cara-crachá' que infestam todas as instituições corrompidas desta sociedade putrefacta. 'Clark Kent', 'Peter Parker', 'Steve Rogers', 'Bruce Wayne', 'Billy Batson', 'Mickey Mouse', 'George Geef Goofy' e 'Donald Duck', 'Fethy Duck'...
Organismos que deveriam ser multilaterais mas que desde o fim da guerra fria foram reduzidos a reles caixas de ressonância das metrópoles coloniais, hoje remasterizadas e potencializadas pelas vetustas forças nazifascistas, sionistas e imperialistas, de maldita memória. A ideologia inoculada via Hollywood, Marvel e Disney -- 'eu tenho a força', 'kriptonita', 'superamendoim' y otras cositas más -- fez as mentes e corações desses pobres desalmados que até quatro séculos atrás morriam por falta de asseio e de fome, salvos pelas batatas e milhos andinos, chocolates astecas e mandiocas guaranis (pena, mesmo, é que os guerreiros Guarani não as tivessem fincado nos fedorentos flancos dos canalhas colonizadores), e hoje nos tratam como que nós fôssemos os 'primitivos', 'incivilizados', 'selvagens', 'atrasados'...
Ora, quem diria que o 'zero-hum' do inominável é o novo 'queridinho' das famiglias gelasgoelas da Falha, mosquita do Estradão e merdinho da Lodo? Mesmo tendo sido 'ungido' por aquele nefasto 'messias' -- seu pai de sangue e de (mau) caráter --, os marqueteiros trabalham incessantemente para 'dissociá-lo' do sobrenome e de sua vida pregressa. Porque, como todos os bozosnazis, não tem currículo, tem 'capivara', folha corrida. E, óbvio, vão fazer de tudo para 'pasteurizá-lo' dos crimes cometidos em seu obscuro e medíocre mandato de deputado estadual do Rio de Janeiro, de cuja ponta do iceberg constam acobertamento de milicianos em seu gabinete, saque de dinheiro público por meio de 'rachadinhas', aquisição de bens de luxo mediante pagamento em dinheiro em espécie e, pasmem, a inexplicável relação com os envolvidos no crime de dupla execução contra a eterna Vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Santos.
E como a certeza da impunidade é insolente, cometeu a burrice de se reunir com o irmão foragido da Justiça brasileira e fazer uma ligação não autorizada ao presidiário-mor para mais uma manifestação de viralatice em um congresso internacional da extrema-direita, em que, ao arriar o cueiro e ficar de quatro, disse em um inglês de doer as entranhas que o agente laranja o faria feliz se enterrasse suas garras nas poupanças tupiniquins -- bem entendido, mais que nas fedorentas ancas deles, nas cobiçadas reservas brasileiras de terras raras e de minerais críticos, como já o fizeram com a BR Distribuidora, a Eletrobrás e áreas do Pré-sal.
Quem teve a felicidade de ler "Calabar, o elogio da traição" (Editora Civilização Brasileira, 1973), livro da peça teatral do querido e genial Chico Buarque em parceria com o saudoso Ruy Guerra, tendo como trilha sonora o LP homônimo e ao som de "Vence na vida quem diz sim" (Calabar, 1973), teria constatado que nem nisso os canalhas conseguem ser originais, tamanha a sua viralatice.
Pois é neste panorama nada inspirador que somos impelidos a manter a guarda, a não desistir do bom combate, da boa luta. Quanto maiores os desafios, maior a necessidade de empreendermos com vigor e esperança o enfrentamento existencial contra essa corja que impunemente se alastrou como câncer no seio da sociedade, e o pior é que são as novas gerações as que estão mais vulneráveis -- não por falta de caráter ou de discernimento delas, mas por um mecanismo inexplicável em que até a tecnologia é usada para a expansão desses tentáculos perversos.
E o que dizer, então, do cúmulo da pilhagem com que o crime organizado, as seitas sionistas ditas cristãs e as até um tempo atrás 'instituições financeiras' (hoje reduzidas a um verdadeiro cassino digital desde que o pau-mandado do inominável e ex-chicago boy fez do 'bebeto beto', um 'bon vivant' igual ao funesto avô conhecido por 'Bob Fields', presidente do Banco Central, em que o Caso Master é apenas a ponta do iceberg) foram capazes de fazer? E, de posse das mídias corporativas e bolhas digitais, viralize-se a imputação, com ou sem 'powerpoint', aos familiares do dignitário de origem proletária. A falta de caráter das elites peçonhentas desconhece o que seja consciência de classe, que não se encontra em gôndola de supermercado e não pode ser precificada pelo 'deus mercado'.
Ante tudo isso não dá para arrefecer. Precisamos retomar as articulações rumo a uma nova sociedade, em que fascistas e congêneres vivam atrás das grades, o único lugar em que o Estado Democrático de Direito destina a quem vive das ilicitudes e da parasitagem em escala global -- nos dois sentidos, com o perdão do trocadilho pusilânime. Agradeçam, lacaios canalhas, que o stalinismo deixou de estar vigente, pois não teria sido outro seu destino que "¡al paredón, carajo!"...
E, para concluir, voltamos a citar o genial Chico Buarque: "Joga pedra na Geni! / Joga bosta na Geni! / Ela é feita pra apanhar! / Ela é boa de cuspir! / Ela dá pra qualquer um! / Maldita Geni!" ("Geni e o Zepelim", Chico Buarque, 1979.)
Ahmad Schabib Hany

