sábado, 14 de março de 2020

REPRESENTANTE DE JEANINE AÑEZ NO CONVENCIÓ EN CORTE PENAL DE DERECHOS HU...



VERSÃO DE GOVERNO GOLPISTA DE JEANINE ÁÑEZ NÃO CONVENCEU A CORTE PENAL INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS E TEM INÍCIO PROCESSO CONTRA O ESTADO BOLIVIANO POR VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DECORRENTES DOS MASSACRES OCORRIDOS DEPOIS DA DEPOSIÇÃO DO PRESIDENTE EVO MORALES.

Morre Bebianno no mesmo dia que Marielle. O ex-ministro insinuou que Carluxo armou a farsa da “facada”

Texto de Carlos Henrique Machado Freitas, postado pela Jornalista Celeste Silveira no "A Postagem", disponível pelo link <https://www.apostagem.com.br/2020/03/14/morre-bebianno-no-mesmo-dia-que-marielle-o-ex-ministro-insinuou-que-carluxo-armou-a-farsa-da-facada/>.


Morre Bebianno no mesmo dia que Marielle. O ex-ministro insinuou que Carluxo armou a farsa da “facada”

por Celeste Silveira
O conteúdo das revelações de Bebianno sobre o dia da “facada” em Bolsonaro, no Roda Viva, fez muita gente pensar.
Sabe-se agora que Bebianno deixou duas cartas, segundo a Veja, caso sofresse um atentado que o levasse à morte. Isso se transformou em um dos principais assuntos nas redes sociais depois da notícia de sua morte prematura causada por um infarto fulminante aos 56 anos na madrugada deste sábado em seu sítio em Teresópolis.
As cartas referidas pela Veja são tidas como rigorosamente verdadeiras, assim como o conteúdo das mesmas.
Por essas ironias do destino, Bebianno morreu no mesmo dia em que Marielle foi assassinada.
O que isso tem em comum?  Ambos eram desafetos de Carlos Bolsonaro, vizinho e amigo de Ronnie Lessa, o assassino de Marielle. Por outro lado, Bebianno, que era braço direito de Bolsonaro durante a campanha, passando a ser um dos homens mais fortes do seu governo como Secretário-Geral da Presidência da República, deixando o governo por desavenças com Carlos Bolsonaro.
Uma das características de um psicopata é produzir símbolos em suas ações, sobretudo associação com datas emblemáticas.
O que não se pode negar é que o clã Bolsonaro é cercado de estranhas e perigosas coincidências.

*Carlos Henrique Machado Freitas

quinta-feira, 12 de março de 2020

Suspenden clases en la Universidad Gabriel René Moreno



A Universidade Autônoma Gabriel René Moreno (UAGRM), de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), suspendeu até o dia 31 de março as aulas e demais atividades de todos os setores daquela instituição pública com mais de cem anos. A medida visa preservar universitários/as, docentes, servidores/as e demais segmentos da comunidade universitária depois de se constatar que um estudante da universidade esteve com a primeira vítima do coronavírus em San Carlos, a poucos quilômetros da capital do departamento de Santa Cruz e sede da instituição.

Elon Musk, a fábrica da Tesla no Brasil e a conquista do lítio sul-americano

Artigo do Jornalista, historiador e escritor indiano Vijay Prashad e do músico, cineasta e gerente de rede social boliviano Alejandro Bejarano, compartilhado da Editoria "Blogosfera" do Portal "RedePT", disponível pelo link <http://redept.org/blogosfera/index.php/2020/03/12/elon-musk-a-fabrica-da-tesla-no-brasil-e-a-conquista-do-litio-sul-americano/>.

Elon Musk, a fábrica da Tesla no Brasil e a conquista do lítio sul-americano

Elon Musk, diretor da Tesla, quer construir uma fábrica de carros elétricos no Brasil. Ele deveria ter se encontrado com Jair Bolsonaro (sem partido) em Miami no início de março, mas estava muito ocupado e deve vir ao Brasil em algum momento deste ano. Toda sua atenção está focada no estado de Santa Catarina, cujo secretário de relações internacionais, Derian Campos, está em contato direto com Musk.
Dois fabricantes de automóveis – BMW e General Motors – já têm fábricas em Santa Catarina. O Ministro de Ciência, Comunicação, Inovação e Tecnologia, Marcos Pontes, teve uma videoconferência com Anderson Ricardo Pacheco, um executivo de alto escalão da Tesla. Com eles, estavam Daniel Freitas, um deputado, e Claiton Pacheco Galdino, diretor comercial da cidade de Criciúma. Eles esperam que a Tesla construa uma "giga-fábrica" – nome que a empresa dá a fábricas grandes – na maior economia latino-americana.
Ajuda muito o fato de que o Brasil possui depósitos consideráveis de lítio – a maioria nos estados de Minas Gerais, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. A produção de lítio é limitada, em grande parte usada na produção de cerâmicos e vidro. O governo Bolsonaro tem interesse em aumentar a produção do minério, inclusive como um material essencial para as baterias de lítio íon que abastecem carros elétricos como os da Tesla. Porém, o lítio brasileiro não será suficiente. A Tesla vai ter que importar de outros lugares.
O triângulo do lítio
Mais de 50% dos depósitos de lítio globais se encontram no “Triângulo do Lítio” - com fontes do material concentradas na Argentina, Bolívia e Chile. Os desertos montanhosos da Bolívia – o Salar de Uyuni – têm de longe as maiores reservas conhecidas.
Num tweet bizarro, o empreendedor boliviano Samuel Doria Medina disse que já que Bolsonaro e Musk estão discutindo a abertura de uma fábrica da Tesla no Brasil, deveriam acrescentar nessa iniciativa o seguinte: “construir uma giga fábrica no Salar de Uyuni para fornecer baterias de lítio”.
Doria Medina não é apenas um empresário. Ele é candidato a vice-presidente ao lado da “presidente interina” Jeanine Áñez para as eleições presidenciais do dia 3 de maio de 2020. Áñez só chegou ao poder depois do golpe de estado contra Evo Morales em novembro de 2019. Logo, as boas vindas de Doria Medina para a Tesla devem ser vistas como tendo a autoridade do governo golpista por trás delas.
O governo Morales teve muita cautela com essas reservas de lítio. Tinha deixado claro que esses recursos preciosos não deveriam ser entregues às multinacionais, com acordos favorecendo as empresas. Qualquer lucro vindo do lítio, Morales afirmava, deve ser compartilhado adequadamente com o povo Boliviano.
O ponto principal da fala de Morales é que qualquer acordo deve ser feito em conjunto com a Comibol – a mineradora estatal Boliviana – e Yacimentos de Lítio – produtora de lítio estatal. Os ganhos monetários vindos da mineração deveriam entrar para os cofres públicos, e depois utilizados para financiar os programas sociais tão necessários no país. Essa política socialista foi demais para três grandes multinacionais – Eramet (França), FMC (Estados Unidos) e Posco da Coréia do Sul. As três se retiraram e foram para a Argentina.
O golpe do lítio
As políticas socialistas de Morales sobre os recursos naturais Bolivianos foram a morte de seu governo. A oligarquia, que estava brava com o governo Morales e seu socialismo, utilizou qualquer mecanismo possível para subverter as eleições de 2019. Incêndios florestais no norte e leste do país, deram à mídia da oligarquia o pretexto para sugerir que Morales havia abandonado seu compromisso com o meio ambiente e a Pachamama (mãe natureza), e que ele estava trabalhando para beneficiar pecuaristas. É importante apontar que isso não é apenas ridículo, mas que assim que o governo Áñez tomou o poder, passou legislação permitindo que esses mesmos pecuaristas, estendessem suas terras para dentro de áreas florestadas.
O oponente de Morales – Carlos Mesa – e outros membros de partidos políticos da oligarquia, abertamente falavam bem antes das eleições que Evo só ganharia através de fraude. O auto-denominado Conselho de Defesa da Democracia disse que Evo Morales era um presidente sem legitimidade, pois tinha perco o referendo constitucional de 2016. A mídia, apoiada por esses interesses corporativos e neofacistas, empurravam a pauta de fraude, enquanto Carlos Mesa, na noite da eleição, disse que houve “fraude monumental”.
Essas provocações por parte de Mesa, os neofacistas, e a elite corporativa resultaram em violência nas ruas; no meio disso, a polícia, que tinha alguns setores irritados com os esforços anti corrupção policial de Evo Morales, fez um motim. Os 36 Bolivianos que morreram na violência ocorrida logo após a eleição, são vítimas do discurso inflamatório de Carlos Mesa. A Organização de Estados Americanos (OEA), incentivada pelo governo estadunidense, divulgou um “relatório preliminar” de fraude na eleição: as fortes conclusões do relatório não eram substanciadas pelas informações nele contido. O relatório foi uma peça importante em legitimar o golpe contra Morales.
É importante destacar que não houve controvérsia sobre a eleição de Morales em 2014; naquela eleição ele ganhou 61% dos votos derrotando o empresário Samuel Doria Medina, que obteve 24% (Doria Medina é a mesma pessoa concorrendo à vice-presidência e entregando o lítio boliviano à Tesla). O mandato de Evo Morales de 2014 ainda não tinha terminado em Novembro de 2019; a sua remoção viola o mandato de 2014, algo quase nunca sendo discutido dentro ou fora da Bolívia.
John Curiel e Jack Williams do Laboratória de Informação e Ciência Eleitoral do Massachusetts Institute of Technology (MIT) estudaram os dados das eleições Bolivianas e não encontraram indícios de fraude: “Não encontramos nenhuma evidência estatística de fraude,” eles escreveram conclusivamente no Washington Post. Curiel e Williams entraram em contato com a OAS e notam, “Nós e outros acadêmicos tentamos contatar a OAS; eles não responderam”. Baseados em sua análise, eles acreditam que Morales ganhou a eleição de 2019 e deveria ter começado um novo termo esse ano.
Incrível pressão do governo golpista contra o partido de Morales (Movimento para o Socialismo, ou MAS)- e ao mesmo tempo a presença de monitores da Usaid e um dirigente da comissão eleitoral apontado pelos Estados Unidos, Salvador Romero – sugerem que as eleições do dia 3 de maio não serão nem um pouco transparentes; provavelmente favorecendo o governo golpista, incluindo o empreendedor que quer vender o lítio Boliviano para a Tesla de Elon Musk, e o Brasil de Jair Bolsonaro.
 
Um mundo de lítio
Em 2019 um estudo da Bloomberg New Energy Finances sobre o armazenamento de energia, antecipou que até 2030, o preço de baterias de lítio íon deve cair dramaticamente, e consequentemente, energias renováveis (solar e eólica), e armazenamento de energia em baterias crescerá exponencialmente. Existe a expectativa que até 2040 energias renováveis representarão 40% do consumo de energia global, contra os 7% que atualmente produzem. Para isso ocorrer, a demanda para o armazenamento de energia vai aumentar. “Acreditamos que a demanda total de baterias para itens estáticos e transporte elétrico em 2040, vai ser de 4584 Gwh (horas gigawatt), escrevem os analistas da Bloomberg, “criando uma enorme oportunidade para fabricantes de baterias, e mineradores de materiais base como lítio, cobalto e níquel”. O uso atual é de apenas 17GWh.
A ideia central aqui é enfatizar, que isso vai criar “uma enorme oportunidade” para “mineradores de materiais base como lítio, cobalto e níquel”. Quando os analistas da Bloomberg usam palavras como “mineradores”, eles não estão se referindo aos mineradores bolivianos, ou aos mineradores congoleses, mas sim às multinacionais, como a Tesla, e seu chefe Elon Musk. Se depender da Bloomberg e da Áñez, a América do Sul não deve mais seguir o projeto de recursos nacionalista de Evo Morales; essa é a América do Sul de Elon Musk, um lugar para os Neo Conquistadores ganharem dinheiro, e deixarem pra trás a carnificina social.

*Vijay Prashad é um historiador, jornalista e editor indiano.

*Alejandro Bejarano é um músico boliviano, cineasta, e gerente de redes sociais.

I´m from Líbano ¿Where are you from? Le pregunté... - Damián Jiménez Viruez | Facebook

 

I´m from Líbano

 ¿Where are you from? Le pregunté...

- Damián Jiménez Viruez | Facebook

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 Damián Jiménez Viruez (9 de março às 11:06)

I´m from Líbano ¿Where are you from? Le pregunté con mi pésimo inglés; tenía la regla en la mano y dudó entre darme un regletazo o responder a mi pregunta; me miró y vi en su mirada tristeza, y no era tristeza por el almohadillazo que le acababa de estampar en el cuello o por el acostumbrado cerco que le hacíamos sus alumnos, era una tristeza llena de recuerdos, tiró la regla a un lado y se sentó en el banco, mientras miraba los enormes mangos que rodeaban el antiguo colegio Juan Bautista Coímbra, pero su mirada llena de nostalgia iba más allá de los mangos y cruzaba océanos; me respondió con un apesadumbrado -I´m from Líbano-.

Kalil Schabib, era mi profesor de inglés y tenía una paciencia infinita para aguantar las malacrianzas y salvajadas que le hacíamos sus alumnos; esa mañana mi pregunta le tocó algo íntimo y llegó justo en el momento en que su paciencia llegaba al límite; me di cuenta que algo pasaba por su mente y por esa vez no hice caso a la campana que anunciaba el recreo y al llamado de mi amigo Fernando que me desafiaba a un breve partido de fútbol; me preguntó con su pésimo castellano ¿quieres saber más?... y mi curiosidad despertó porqué yo quería saber, me interesaba mucho conocer cómo habían llegado a Magdalena aquellos a quienes nosotros generalizábamos como “turcos”.

Me contó que por los años 40 y en plena segunda guerra mundial la muerte y el hambre tocó la puerta de su familia, que mientras el mundo se horrorizaba por la muerte de millones de personas, él vivía su drama personal con la pérdida de sus dos hermanos. En esa época el Líbano servía como base de la Alemania nazi y la Francia de Vichy y vivió una sangrienta guerra con la invasión aliada…. Kalil era un adolescente de 14 años y quería huir del horror y la desesperanza; en su casa, al igual que muchas casas del Líbano no había nada para comer y sus padres no querían perder un tercer hijo y ahí tomaron una decisión heroica que le cambiaría la vida; fueron donde el juez para lograr un permiso que le permita tomar un barco y escapar del horror; al ser menor de edad y estar en guerra, era imposible expedir el permiso, así que llevaron dos gallinas que era de los pocos bienes que le quedaba a la familia y lograron el ansiado permiso -El Juez también tenía hambre-, que le permitió en un abúlico mes de febrero, después de haber cumplido sus 14 años, tomar el barco hacia la esperanza…

Cruzó el océano y llegó al Puerto de Santos en Brasil; trabajó en el puerto y en fábricas hasta que le llegó la carta de su primo Mahoma Hossen Schabib que lo invitaba a Bolivia y le daba esperanzas de una vida mejor. Llegó a Bolivia conociendo muy pocas palabras del castellano, Cochabamba fue un primer destino y al final recaló en ese simpático pueblecito de la Amazonía boliviana que sería su segunda patria: Magdalena. Me cuenta que en Magdalena las cosas fueron más fáciles; que su primo Mahoma Schabib lo ayudó mucho, que pronto hizo amigos y logró hacerse entender con su enredado castellano. Rápidamente se integró a la vida del pueblo y la amabilidad y calidez de los cambas itonamas le haría olvidar los días de hambre y horror en su Líbano.

Los días felices vendrían pronto, se casó con Nelly Arza y criarían a su hija Nezby; esas dos mujeres itonamas serían sus grandes amores; me confiesa que ir de pesca, ver el atardecer en el río Itonama; comer un buen Tucunaré asado al horno, charlar con su esposa y guiar y aconsejar a su hija Nezby son las cosas que más disfruta en esta vida.

Le pregunto si le gusta ser Profesor y cómo le hace si no habla bien el castellano, sonríe, tiene una risa agradable, bonachona; me dice -acá somos todos profesores-; los que tienen talento, los que lo hacen por necesidad y otros porque no hay nada más que hacer en el pueblo. Entiendo que en él hay una mezcla de todo, que el ser profesor le da un salario estable, pero que también el contacto con esa juventud revoltosa le agrega intensidad a su vida.

Después de aquella charla, tuvimos muchas más; me contaba cosas aisladas de su Líbano natal; me gustaba hablar de política con él y entender esa otra visión del mundo; me aclaró que él no era “turco” y que hay diferencias entre árabes y turcos; me expresaba siempre su rechazo hacia Israel y como el afirmaba la “malvada y totalitaria política sionista”; nunca más le lancé la almohadilla, pero me gustaba hacerlo renegar hablándole de Golda Meir, la histórica líder israelí; aprendí a tenerle respeto y cariño pero poco inglés…

La vida le quitó a la mujer de su vida; se llevó también a su hija y a los 95 años Kalil quiso abrazar su Líbano del alma y abrazó su tierra itonama, quiso tocar por última vez a Nelly y Nezby pero tocó el vacío…, se fue de este mundo recordando su patria, sabiendo que en esta caliente tierra beniana había encontrado su destino…

Damián Jiménez Viruez

CORTINA DE FUMAÇA: Lulinha



A milícia digital e midiática recorre às fake news sobre o Lulinha na tentativa desesperada de pôr uma cortina de fumaça sobre a (péssima) repercussão da prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho no Paraguai e a nada discreta tentativa de integrantes do governo de BoçalNero, a começar pelo sinistro da (in)Justiça Conge Mero, de "aliviar" a prisão no Paraguai (caso explícito de desvio de função e de prevaricação dos agentes públicos do mais alto escalão da República)...

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