quinta-feira, 2 de março de 2023
PROFESSOR FAUSTO MATTO GROSSO: REPARAÇÃO JUSTA E MERECIDA
Professor Fausto Matto Grosso: reparação justa e merecida
Nesta quinta-feira, 2 de março, o IHGMS sedia ato de reparação, de desagravo à memória do Engenheiro e Professor Francisco Fausto Matto Grosso Pereira, docente da Engenharia da UEMT demitido por perseguição política em 1972, auge dos anos de chumbo.
Num misto de emoção e saudade me informo, pelo artigo do Jornalista Edson Moraes publicado no portal do Correio de Corumbá, decano da imprensa corumbaense, que a Doutora Maria Augusta dos Santos Rahe Pereira, Companheira de Vida do saudoso Professor Fausto Matto Grosso, receberá neste dia 2 de março, na sede do IHGMS, o solene documento póstumo de anistiado.
Mais que um ato de desagravo à memória do incansável Professor de Cálculo do Curso de Engenharia Civil da extinta Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT) demitido por perseguição política em 1972, trata-se de uma reparação justa e necessária à memória de um dos maiores ícones da esquerda sul-mato-grossense. Segundo o também saudoso Professor Jair Madureira, Reitor da sucedânea Universidade Federal de Mato Grosso do Sul de 1985 a 1988, Fausto Matto Grosso sempre foi referência no âmbito universitário, inclusive durante o tempo em que foi impedido de exercer a docência.
Honrado, disciplinado, metódico, abnegado, comedido, discreto, estudioso, articulado, rigoroso consigo mesmo e verdadeiro revolucionário, o Camarada Fausto Matto Grosso, a despeito de diferenças pontuais, é (tempo verbal presente) o exemplo mais eloquente do agente político que exerce a política como uma missão. Até políticos conservadores como o então Vereador Francisco Giordano Neto reconheciam nele um adversário leal, qualificado e merecedor de respeito, pois não levava as questões políticas e ideológicas para o campo pessoal.
Sobre essa postura estoica, quase espartana, o saudoso Doutor Plínio Barbosa Martins (Senador Moral de Mato Grosso do Sul, Irmão do Doutor Wilson Martins e Pai do à época Vereador Marcelo Martins, colega e correligionário de Fausto), nos idos da década de 1980, dissera a uma Amiga então correspondente do Jornal da Manhã, de Goiânia, que Fausto Matto Grosso seria o gestor ideal de Campo Grande. A entrevista fora concedida pouco antes da eleição municipal extraordinária de 1985, para substituir prefeitos biônicos das capitais e municípios de área de segurança nacional e estâncias hidrominerais, criados pelo regime de 1964 nos anos de chumbo, quando o povo passou a votar contra a Arena, o partido da ditadura.
Ao lado de dois igualmente incansáveis ativistas políticos de generosidade excepcional (os Advogados com letra maiúscula Carmelino de Arruda Rezende e o saudoso Onofre da Costa Lima Filho), Camaradas do antigo PCB, que trocaram uma carreira política de sucesso por se manterem leais à linha política do velho Partidão, Fausto Matto Grosso não deixou nem durante o tratamento de saúde que consumiu seus dias mais caros ao lado da Doutora Maria Augusta, dos Filhos e Netos suas ‘tarefas’ de agente político incansável: concluiu seu emblemático livro “Histórias que ninguém iria contar” a pouco mais de um mês de sua eternização.
Embora as novas gerações de campo-grandenses desconheçam, a primeira discussão que deu origem a duas iniciativas estruturantes da capital -- a Lei de Uso do Solo e o Plano Diretor do Município, precedidos da proposta de criação daquilo que deveria ter sido o Instituto de Planejamento de Campo Grande e Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Campo Grande --, são devidas a ele e a seu companheiro de Partido Marcelo Barbosa Martins, cujo interlocutor na administração municipal era o também engenheiro Jorge Haddad. Ao contrário de hoje, uma discussão cosmopolita que tomou conta de todos os segmentos sociais da capital.
Quando pró-reitor de Extensão e Assuntos Estudantis da UFMS, no mandato do Professor Celso Pierezan, inspirado no Festival de Ouro Preto, instituiu o Festival de Corumbá, em cujo mandato se realizou nos anos 1994 e 1995. Essa iniciativa acabou sendo resgatada anos depois, quando o então governador José Orcírio Miranda dos Santos aprovou, em 2004, a realização do Festival América do Sul em Corumbá, depois de um longo debate cuja iniciativa e coordenação coube ao assessor do vice-governador Egon Krackecke, Professor Hélvio Rech, que convocou todos os segmentos ligados à cultura e atividades de cidadania a se reunirem até a véspera do réveillon de 2003 em Campo Grande.
A capacidade de resiliência do Professor Fausto era invejável: toda vez que chegava em Corumbá para se reunir com os (poucos mais leais) membros do velho PCB, não deixava de fazer uma verdadeira peregrinação à casa dos veteranos Camaradas, muitos deles já bastante idosos, como os saudosos Seu Juquinha e Seu Adolfo, a quem dedicava o tempo que fosse preciso para mantê-los informados de tudo. Era um trabalho hercúleo. Quase a totalidade da velha geração não aprovava a nova linha política do PCB, pois tinham pelo veterano Prestes, o Capitão da Esperança, uma relação de lealdade longeva.
Soube por velhos militantes que no tempo da (mal)ditadura, a assistência aos veteranos era total -- não apenas com informações e material de leitura, mas ajuda pecuniária e de assistência médica e jurídica, devido às perseguições e retaliações a seus familiares --, e durante muito tempo coubera ao Fausto essa missão. Foi assim que ele conheceu as diferentes gerações que compuseram o mais antigo partido político brasileiro. Seu jeito comedido e disciplinado contribuiu sobejamente para que os veteranos tivessem vez e voz junto às novas gerações, ávidas de transformações e conquistas.
Do portal da Fundação Astrojildo Pereira, de cujo conselho consultivo foi membro desde a sua criação, consta uma sequência fotográfica bastante eloquente, em que aparecem imagens memoráveis do pioneirismo da esquerda sul-mato-grossense. As primeiras ações e mobilizações em defesa da convocação da Assembleia Nacional Constituinte, da Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, da revogação das leis draconianas do regime de 1964, eleições diretas e gerais (de prefeito a presidente), da autonomia sindical, do fortalecimento da sociedade civil, pelas liberdades democráticas, em todas elas está Fausto Matto Grosso.
Ahmad Schabib Hany
sábado, 25 de fevereiro de 2023
RESPONSABILIDADE POLÍTICA, SIM
Responsabilidade política, sim
O mercado se preocupa com a responsabilidade fiscal, a sociedade civil se preocupa com a responsabilidade social, e cabe à cidadania (que é a própria sociedade civil e o Estado) a preocupação com a responsabilidade política.
Em tempos de ‘responsabilidade fiscal’ e ‘responsabilidade social’, precisamos ficar bem antenados com a ‘responsabilidade política’. Isto é, o compromisso inarredável de todo e toda cidadã com o Estado de Direito, a Democracia, construído com muito denodo e sacrifício pelas gerações que venceram a (mal)ditadura 28 anos atrás. A cidadania, que é a sociedade civil articulada ao Estado, tem que estar atenta, vigilante, porque não são poucos -- e são muito poderosos -- os inimigos da Democracia. Olho vivo...
Ninguém se esqueceu da tentativa de golpe de 8 de janeiro, concebida, planejada, preparada, executada e monitorada por meliantes subordinados ao inominável, covarde que fugiu para os EUA. Também, todo cuidado é pouco com as vivandeiras travestidas de ‘bastiões da democracia’, como a FSP e assemelhados, que vivem a fazer ruir a frágil e delicada frente democrática que alicerça o governo de reconstrução nacional. Mais que intransigência, é preciso prudência, ponderação. Isso é responsabilidade política. É disso que precisamos neste momento delicado do país.
Por outro lado, a ‘responsabilidade social’ é a que se encontra em evidência, até por conta dos ‘ISOs’ da Vida... Lembram-se do ‘ISO 9000’? E aí vieram as atualizações: 9001, 9009 etc. Não só ONGs, ou OSCIPs (de acordo com a legislação brasileira, de 1999), mas pessoas comuns vêm se dedicando às ações solidárias não só de pessoas em situação de violência e vulnerabilidade (social, econômica, cultural, política, religiosa etc), mas de povos e biomas e, inclusive, de animais de pequeno, médio e grande porte vítimas de maus tratos, abandono ou mesmo de perda de tutoria (por morte ou doença do tutor).
Com as tragédias reveladas depois da avalanche obscuro-totalitária do inominável, veio o resgate, por sinal necessário e oportuno, da empatia presente: a agonia silenciosa do povo Yanomami na Amazônia, o choro contido dos sobreviventes desalojados do litoral norte de São Paulo, a angústia e o desespero dos sírios e turcos no coração da Eurásia, o recrudescimento da apartação (apartheid, em inglês, herança colonial britânica na África do Sul) nos territórios da Palestina milenar há 75 anos sob ocupação impune, em outros países do Oriente Médio, Golfo Pérsico, da África e da América Latina. Ucrânia? Sim, também, mas não como a imprensa corporativa ocidental tem manipulado: a venda cínica de tanques, mísseis e até aviões não representa promoção da paz, mas sanha sanguinária (e lucrativa) colonial do ocidente, para assegurar a sobrevida do império britânico-estadunidense, de triste memória.
Já quem defende com unhas e dentes a ‘responsabilidade fiscal’ é o mercado, isto é, os rentistas que não vivem do mercado de consumo, que não se encontram no setor de produção industrial ou de alimentos (a agroindústria) nem dos diversos setores do grande comércio (atacadistas, varejistas, supermercadistas etc). Eles recebem o pomposo nome de ‘investidores’, eis que são os que participam da jogatina, da roleta russa, chamada de bolsa de valores -- mas bem que poderia se chamar de cassino do Paulo Guedes.
O tal ‘posto Ipiranga’ do inominável foi a fórmula encontrada pelos senhores da avenida Paulista -- e aí eu me justifico: divirjo dos mestres que teimam em remeter para outro endereço, a avenida Faria Lima, mas a Paulista é a que melhor representa o ranço da casa grande, pois foi construída no tempo dos barões do café -- para ‘sacramentar’ uma aliança espúria que, como em todo golpe, rifou a população brasileira (especialmente trabalhadores, aposentados, indígenas, afrodescendentes, desempregados, informais, mulheres, população lgbtqia+, sem teto, sem terra, moradores de rua etc), a soberania nacional, científica e popular e, sobretudo, a Vida, a existência de todos os que habitam estes país e não fazem parte da reduzidíssima parcela (que não chega a 1% dos habitantes deste país-continente) dos descendentes da casa grande e de seus agregados.
Para esclarecer que não se trata de convicção, mas de constatação (eis uma das poucas coisas boas de ser, digamos, ‘vivido’, ‘experiente’, ou, melhor, de ter ‘tempo de janela’ e não se deixar ‘emprenhar pelo ouvido’): Guedes, o ‘posto Ipiranga’ que na juventude foi estagiário dos ‘Chicago’s boys’ que serviram à ditadura sanguinária do ultrafascista Augusto Pinochet no Chile, prestou-se ao papel de feitor (jamais gestor) da Economia com o único propósito de proteger os poderosos que conspiraram contra o Estado Democrático de Direito em 2016. Como o ‘brimo’ Temer não tinha cacife para tentar sua ‘reeleição’ (queimadíssimo e sem qualquer apoio popular), só lhes restaram um acordo à escocesa com o inominável e sua familícia, via Guedes, que teve carta branca mais que qualquer outro sinistro para fazer as suas perversidades, tudo mancomunado com os agiotas, usureiros, avarentos, sanguessugas e parasitas (para não falar de fora da lei, contraventores, contrabandistas, traficantes, criminosos, milicianos, jagunços, grileiros, garimpeiros, madeireiros, golpistas, mercadores da fé, vivandeiras, terraplanistas, charlatães, negacionistas, quadrilheiros e matadores de aluguel).
Eles (Guedes e o inominável) são, digamos, ‘amigos’ do atual presidente do Banco Central, neto de Roberto Campos -- os mais jovens provavelmente não conheçam, um obscuro político cuiabano que teve seus quinze minutos de fama quando compôs o gabinete ministerial, como titular do Planejamento, do primeiro marechal do ciclo de mandarins ‘indiretos’ do regime de 1964, Castelo Branco. Nessa ocasião, um assessor, ligado ao prestigiado economista conservador, Luiz Octavio Bulhões (então da Fazenda de Castelo Branco), insistiu-lhe para que criasse um mecanismo de proteção dos preços, e por extensão, dos salários, chamado de ‘correção monetária’. Só que com a disputa entre a ‘linha dura’ (de Médici) e os ‘liberais’ (de Castelo Branco), acabou mandado à embaixada de Londres por algum tempo. Reapareceu em 1982 como candidato por seu estado, Mato Grosso, à Câmara dos Deputados (depois se reelegeu pelo Rio de Janeiro), sempre ao lado dos remanescentes da ditadura, como Paulo Maluf e Fernando Collor.
O tal ‘deus mercado’ não tem qualquer empatia. Seu negócio são os lucros, os juros, a agiotagem, que denominam pelo sublime e charmoso eufemismo de segurança jurídica. Tudo uma farsa. O negócio deles é a manutenção de um sistema caduco e decrépito, que para se manter destroem, ‘flexibilizam’, os direitos laborais, sociais, civis, difusos e por aí afora... Ou a volta do Brasil para o mapa da fome foi mero acaso, foi?! Enquanto 1% da população ficou muuuuito mais rica, nada menos que 58,7% da população (ou seja, 152 milhões e 200 mil habitantes) passaram a padecer de insegurança alimentar leve (e grave são nada menos que 15,8% da população, isto é, 33 milhões e 100 mil pessoas)...
Já reparou que, desde 1964, o chamado setor financeiro só tem tido superávit ano após ano? É a legislação ‘paternal’ de Roberto Campos (avô) e Luiz Octavio Bulhões (Professor Bulhões), do tempo de Castelo Branco, que nunca foi mexida. As ‘reformas econômicas’ feitas por Henrique Meirelles no tempo do ‘brimo’ Temer e por Guedes no tempo do inominável blindaram ainda mais os interesses dos rentistas e associados: o tal ‘teto de gastos’ (na verdade, limite em 80% do orçamento para os investimentos sociais e de infraestrutura, enquanto o pagamento dos serviços financeiros do Estado brasileiro não tem limites).
Olho vivo, leitor(a): o ‘mercado’, que nem se abalou com a tentativa de golpe em 8 de janeiro (basta ver os índices das bolsas da semana subsequente aos atos golpistas), não está nem aí para a agenda social e de desenvolvimento soberano do governo de reconstrução nacional. O que vale para o ‘mercado’ (ou seja, os rentistas) é o lucro diário de seus investimentos, o resto, como disse o inominável quando era um imbecil membro do baixíssimo clero da Câmara Federal, é resultado da ineficiência da cavalaria brasileira, porque nos EUA a cavalaria acabou com os povos originários...
Ahmad Schabib Hany
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
FRATERNIDADE E FOME, CAMPANHA DE 2023
Fraternidade
e fome, Campanha de 2023
Na Campanha da Fraternidade de 2023, a CNBB escolheu o tema ‘Fraternidade e fome’ e o lema ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’.
Embora o Brasil seja um dos maiores exportadores de alimentos do Planeta, a população ficou desassistida por pelo menos seis anos com a sistemática redução dos recursos do orçamento e o desmonte das políticas públicas sociais a partir de 2016. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 33 milhões e 100 mil pessoas estão em situação de insegurança alimentar grave -- em outras palavras, estão abaixo da linha da pobreza, o que exige uma ação emergencial de enfrentamento à fome.
O abandono de políticas de distribuição de renda e de garantia de emprego formal fez com que a insegurança alimentar leve atingisse 152 milhões e 200 mil pessoas, isto é, 58,7% da população do país, um verdadeiro retrocesso nas condições de vida dos brasileiros. Conectada à dramática realidade de dezenas de milhões de brasileiros em todas as regiões, a Campanha da Fraternidade tem como meta despertar a solidariedade neste período da Quaresma, quando a comunidade católica guarda recolhimento para se preparar para a Páscoa, por meio do jejum, da caridade e de preces.
Como faz desde 1965, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou como lema da Campanha da Fraternidade de 2023 “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14, 16), cujo tema é “Fraternidade e fome”. Mais que mais um conjunto de iniciativas para o enfrentamento da fome, o propósito é o engajamento dos católicos e católicas do país em um gesto fraternal direto, ao longo do período de recolhimento da Quaresma. Como essas iniciativas se fortalecem, é esperada que prossiga durante o tempo que for preciso mantê-la.
Isso, aliás, ocorreu em 1993, quando o Sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, conseguiu envolver toda a sociedade brasileira na grande e até então inédita mobilização nacional conhecida como Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida. Em comitês espalhados por todo o país e em algumas comunidades de brasileiros no exterior, a Ação da Cidadania despertou a consciência coletiva para uma mazela que vem desde quando o Brasil era uma sociedade escravista e excludente. Essa rede nacional, apesar dos mais de trinta anos que se passaram, permanece articulada e atuante, sempre discreta, mas efetiva: suas normas éticas proíbem a realização de imagens em que os destinatários dos donativos possam ter a sua dignidade mais uma vez aviltada com esse tipo de exposição.
Naquele ano que entrou para a história, o articulador no âmbito da CNBB era Dom Mauro Morelli, então Arcebispo de Nova Iguaçu e São João do Meriti, na Baixada Fluminense, que foi nomeado por Itamar Franco como Presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar. Sem interferir na grande mobilização contra a fome, Itamar deu liberdade para a Ação da Cidadania atuar em todos os municípios do país com apoio de instituições federais, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Experiência fundamental que Lula, em seu primeiro mandato, replicou no pioneiro programa de enfrentamento da fome, o ‘Brasil sem Fome’, que durante os oito anos de seus dois mandatos anteriores à Lava Jato e os quase seis anos dos dois mandatos de Dilma Rousseff foi efetivo para tirar o país do mapa da fome, mas em menos de sete anos de políticas excludentes perdeu-se tudo e ficou ainda mais grave que em 1993, quando iniciou a campanha do Betinho.
Ahmad Schabib Hany